Com o 3º parque aquático mais visitado do mundo, essa cidade paulista tem piscinas de água naturalmente quente e não para de atrair visitantes
As águas termais ajudam a manter o turismo ativo em diferentes épocas do ano
Poucas cidades do interior conseguem atrair famílias inteiras em pleno inverno com a promessa de um mergulho. Em Olímpia, no noroeste de São Paulo, a água que sobe aquecida do subsolo encheu piscinas, tobogãs e resorts, e transformou um município que vivia da laranja num dos destinos de lazer mais procurados do país, sem apagar a festa popular que deu fama à cidade décadas antes.
Como a terra da laranja virou destino de águas quentes?
A virada tem origem no subsolo. A água que abastece os parques vem do Aquífero Guarani e chega às piscinas com temperaturas que permitem banho o ano inteiro. O primeiro a apostar nesse recurso foi o empresário Benito Benatti, que inaugurou o Thermas dos Laranjais em 1987 como clube social, e o espaço só abriu como parque aquático em 2002, segundo o Melhores Destinos.
O clube de bairro virou fenômeno global. O parque aparece entre os mais visitados do planeta no ranking anual da Themed Entertainment Association (TEA), e na edição referente a 2025 ficou em terceiro lugar no mundo, com cerca de 1,95 milhão de visitantes, atrás apenas de parques na China e nos Emirados Árabes Unidos.

Os títulos e marcas acumulados pela cidade mostram que a fama vai além das piscinas:
Por que Olímpia é a Capital Nacional do Folclore?
A tradição é mais antiga que qualquer tobogã. Em 1965, o professor José Sant’anna, que pesquisava a cultura popular com seus alunos, levou o trabalho da escola para as ruas e organizou o primeiro Festival do Folclore, hoje conhecido como Fefol. O evento cresceu a ponto de reunir grupos de várias regiões do Brasil todos os anos, em agosto.
O reconhecimento veio em 21 de dezembro de 2017, quando a Lei nº 13.566 conferiu a Olímpia o título de Capital Nacional do Folclore, conforme o registro do projeto no Senado Federal. Fora da temporada do festival, o Museu de História e Folclore Maria Olímpia guarda trajes, objetos e registros que ajudam a entender essa identidade.

Diversão para a família inteira entre piscinas aquecidas
A rede de lazer da Terra das Águas Quentes, apelido usado pela própria prefeitura, foi pensada para crianças, avós e grupos de amigos ao mesmo tempo. Resorts com parques próprios, áreas infantis rasas e atrações radicais convivem a poucos minutos do centro.
Parques e passeios na Terra das Águas Quentes
Entre piscinas, tobogãs e cultura popular, alguns lugares concentram a melhor experiência na cidade:
- Thermas dos Laranjais: o maior parque da cidade tem dezenas de atrações, do clássico tobogã Hula Hula, primeira atração da casa, ao ofurô com água acima de 36°C.
- Hot Beach Olímpia: parque com praia artificial, tobogãs e áreas infantis integrados a resorts, presença constante nos rankings mundiais do setor.
- Praça de Atividades Folclóricas: palco do Festival do Folclore em agosto, quando grupos de dança e música tradicional ocupam a cidade.
- Museu de História e Folclore Maria Olímpia: acervo de cultura popular que funciona como uma prévia do festival em qualquer época do ano.
- Resorts com parque aquático: hospedagens que combinam quarto, piscinas termais e recreação infantil, opção prática para quem viaja com crianças pequenas.
Os parques aquáticos, os restaurantes e as opções de hospedagem de Olímpia aparecem neste vídeo do canal Gabi Canti, que apresenta atrações e dicas para conhecer a cidade do interior paulista:
Como planejar passeios e reservas em Olímpia
A cidade fica a cerca de 430 km de São Paulo, e o aeroporto mais próximo é o de São José do Rio Preto, a uma curta viagem de carro. Para o Thermas dos Laranjais, vale reservar dois dias, já que o complexo é grande e pode receber até 20 mil pessoas, e em datas especiais costuma lotar.
Comprar ingressos e reservar hotel com antecedência faz diferença em férias escolares, feriados prolongados e durante o festival de agosto, quando a procura sobe. Como as piscinas são aquecidas pela própria natureza, o calendário de passeios depende menos do frio e mais do quanto chove em cada época do ano.
Qual é a melhor época para visitar Olímpia?
O inverno costuma ser o período mais agradável, com dias secos e ensolarados que chegam a 26°C ou 29°C, noites frescas e a sensação única de sair do frio da madrugada para uma piscina morna. O verão traz calor constante e as maiores chuvas do ano, em pancadas que podem interromper o dia de parque.
Olímpia em cada estação
Cada período do ano traz temperaturas e volumes de chuva bem diferentes:
Faixas baseadas nas médias climatológicas de 30 anos do Climatempo. As condições podem variar entre os anos por fenômenos como El Niño e La Niña; para a previsão atual, consulte o Climatempo.
Uma cidade que aquece o ano inteiro
Olímpia soube transformar dois presentes improváveis em vocação: uma água que brota quente do chão e uma tradição popular que um professor decidiu levar para a rua. O resultado é um destino onde a diversão das crianças e a memória cultural do país dividem o mesmo fim de semana.
Você precisa conhecer Olímpia num dia de inverno e sentir o contraste entre o ar fresco da manhã e a piscina morna à sua espera.
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