Marco Rubio nega participação dos EUA na fuga de Flávio
Secretário de Estado confirmou que Trump autorizou a entrada do senador, mas negou participação nos preparativos da viagem
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou neste sábado, 31, que o governo americano tenha participado da organização da viagem de Flávio Bolsonaro para Miami.
“Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele”, disse Rubio durante entrevista coletiva em Atlanta.
O secretário afirmou que Trump havia garantido a entrada de Flávio caso ele chegasse a um posto de imigração americano.
Segundo Rubio, o presidente autorizou a entrada do senador, mas o governo não participou dos preparativos para sua saída do Brasil.
Reportagens do The New York Times e do The Wall Street Journal, porém, atribuíram a um assessor de Donald Trump a contratação do jato particular usado pelo senador.
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Assessor de Trump
Os dois jornais americanos apontaram Jason Miller, integrante da equipe de comunicação de Trump, como responsável por organizar o avião particular.
Segundo o Wall Street Journal, Miller atuou em contato com Eduardo Bolsonaro para providenciar o jato que levou Flávio da Argentina à Flórida.
Flávio deixou o Brasil dois dias depois da derrota para Lula no segundo turno.
Na segunda-feira, 26, visitou o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Na ocasião, soube que a Polícia Federal o aguardava para comunicar a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o recolhimento de seus passaportes.
O senador cruzou a fronteira com a Argentina por Foz do Iguaçu (PR), embarcou em Puerto Iguazú e fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de chegar a Miami na quarta-feira (28).
A PF informou que não encontrou registro de sua saída pelos postos brasileiros de controle migratório e apura as circunstâncias da viagem. A corporação ressalvou que o descumprimento da proibição de viajar não o torna, por si só, foragido.
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