Chanceler de Milei nega pedido de explicações do Brasil sobre Flávio
Pablo Quirno afirma que a Argentina não foi procurada pelo governo Lula sobre a passagem do senador pelo país
O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou que o governo de Javier Milei tenha recebido um pedido de explicações do Brasil sobre a passagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.
A negativa contradiz a versão do governo Lula, que informou ter cobrado esclarecimentos da representação diplomática argentina na quinta-feira, 29.
“Falso. Não houve nenhum pedido de explicações”, escreveu Quirno no X, em resposta a uma publicação do jornal argentino La Nación.
Segundo o governo brasileiro, a conversa ocorreu com a encarregada de negócios da Embaixada argentina, Emilia Cortés.
Apoio argentino?
Reportagem do jornal Clarín afirma que Santiago Caputo, principal assessor de Milei, coordenou uma operação sigilosa para viabilizar a saída de Flávio e de sua família.
Segundo o jornal, agentes de diferentes órgãos argentinos participaram da articulação, que teria incluído a mobilização de um jato particular em Puerto Iguazú.
Caputo teria viajado à província de Misiones na segunda-feira, 26, um dia antes da saída do senador.
O Clarín afirma que o avião da empresa Baires Fly ficou de prontidão no aeroporto de Puerto Iguazú. A aeronave partiu para Guayaquil, no Equador, na noite de terça-feira, 27, com Flávio, a mulher e as duas filhas.
Governo Milei nega irregularidades
O chefe de gabinete argentino, Diego Santilli, afirmou que a entrada e a saída do senador ocorreram dentro das regras migratórias.
“Conforme informou a Direção Nacional de Migrações, ele entrou com a documentação correspondente, em dia, e saiu em um avião, também nas mesmas condições”, disse.
“Entrou pela imigração, não tinha nenhum impedimento, não havia impedimento da Interpol”, acrescentou Santilli.
O órgão migratório argentino confirmou que Flávio e seus familiares cruzaram a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 e embarcaram em um voo privado para o Equador às 23h30.
Flávio deixou o Brasil na terça-feira, apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a apreensão de seus passaportes e o proibia de viajar ao exterior.
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