Petrobras anuncia novo achado de petróleo na costa do Amapá
Perfuração na Foz do Amazonas foi concluída, e a sonda segue para o Rio Grande do Norte; em fevereiro, Ibama multou a estatal por vazamento
A Petrobras comunicou a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, perfurado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A área fica a 2.886 metros de profundidade, medidos da superfície do mar até o leito oceânico. A estatal já havia informado achados no mesmo poço em agosto e no início de outubro de 2026.
A empresa encerrou a perfuração e a coleta de dados sobre as rochas da região, usados para avaliar a presença de petróleo. Falta concluir os trabalhos finais e fechar o poço, etapa conhecida como abandono.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comentou a descoberta e também os resultados do terceiro trimestre, divulgados em 29 de outubro. “Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados”, afirmou.
Segundo ela, os três achados aumentam a expectativa da companhia quanto ao potencial da Margem Equatorial, faixa do litoral brasileiro próxima à linha do Equador.
Próximos passos
Concluída a etapa no Amapá, a sonda será levada para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte. Na área chamada Mãe de Ouro, a Petrobras vai começar a perfurar outro poço.
A exploração do bloco FZA-M-59 integra o plano da estatal de repor suas reservas de petróleo e gás. Para isso, a empresa procura novas áreas com esses recursos, a fim de atender à demanda de energia do país.
Multa do Ibama em fevereiro
Em fevereiro de 2026, o Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pela descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O episódio ocorreu em 4 de janeiro, 75 dias depois de o órgão liberar a exploração na região.
O vazamento aconteceu no navio-sonda NS-42, que operava no local onde agora foi anunciada a nova descoberta. Na ocasião, a Petrobras informou ter interrompido a perfuração ao identificar perda de fluido em duas linhas auxiliares, tubulações de apoio que ligam o navio ao poço Morpho.
Conforme a empresa, as linhas foram levadas à superfície, avaliadas e reparadas, e o vazamento foi contido de imediato. A substância despejada continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)