Vai cair no Brasil? Partes de telescópio espacial da Nasa podem atingir território brasileiro
Equipamento passou 22 anos no espaço e encerrou sua missão; reentrada na atmosfera pode espalhar destroços em diferentes regiões, mas não há previsão exata
Um telescópio espacial desativado da NASA pode ter partes que atinjam o território brasileiro nas próximas semanas. O equipamento Neil Gehrels Swift Observatory encerrou uma missão de 22 anos, e sua reentrada na atmosfera terrestre gera incertezas sobre onde os fragmentos poderão cair.
Até o momento, não existe confirmação de que o Brasil será atingido nem uma data definida para o fenômeno.
Por que partes do telescópio da NASA podem cair no Brasil?
O Swift foi lançado em novembro de 2004 para estudar fenômenos cósmicos e permaneceu em operação por mais de duas décadas. Agora, com a perda de altitude, o observatório se aproxima da reentrada na atmosfera, etapa em que partes da estrutura podem resistir ao aquecimento e alcançar o solo.
Segundo as informações divulgadas, sua órbita tem inclinação de aproximadamente 20,6 graus em relação à Linha do Equador. Como essa trajetória abrange áreas brasileiras, o país não pode ser descartado como possível local de queda dos fragmentos.
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Nuestro observatorio Neil Gehrels Swift ha concluido sus operaciones científicas. La nave espacial orbita ahora a menos de 275 kilómetros de la superficie de la Tierra. A esta altura, la mayor resistencia atmosférica impide que los telescopios del satélite mantengan una observación estable de sus objetivos astronómicos.
— NASA en español (@NASA_es) October 28, 2026
Quando os destroços podem atingir o território brasileiro?
Ainda não há data ou horário confirmados para a reentrada. A previsão depende de fatores que podem alterar a trajetória do equipamento e dificultam a identificação antecipada do ponto onde os fragmentos poderão chegar ao solo.
Entre os principais fatores que tornam o cálculo mais complexo estão:
- Densidade da atmosfera: mudanças nas condições atmosféricas alteram o arrasto sobre o equipamento.
- Atividade solar: variações podem modificar as condições das camadas superiores da atmosfera.
- Comportamento da espaçonave: alterações no movimento e na orientação interferem na estimativa da trajetória.
Essas variáveis impedem que especialistas indiquem, com precisão, quando e onde a estrutura reentrará na atmosfera.
Veja mais detalhes do Neil Gehrels Swift Observatory no vídeo abaixo do canal “WION“.
Quais são os riscos do telescópio espacial da NASA atingir o solo?
A possibilidade de fragmentos alcançarem o Brasil não significa que a queda esteja prevista para uma cidade específica. O especialista Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório do Urânia Planetário, ressaltou que estar dentro da faixa orbital não comprova que os destroços chegarão ao país.
Para avaliar o risco, é necessário acompanhar a evolução da trajetória e as atualizações sobre a reentrada. Sem essas informações, não é possível determinar quais regiões poderiam ser afetadas nem estimar com segurança a quantidade de material que sobreviverá à passagem pela atmosfera.
O que o telescópio espacial da NASA Swift descobriu durante 22 anos no espaço?
Apesar do encerramento da missão, o observatório deixa uma contribuição importante para a astronomia. O equipamento foi projetado inicialmente para operar por apenas dois anos, mas permaneceu ativo por aproximadamente 22 anos, ampliando o conhecimento científico sobre eventos extremos do Universo.
Durante sua trajetória, o telescópio ajudou a observar diferentes fenômenos cósmicos, incluindo:
O que o telescópio Swift descobriu em 22 anos?
O observatório da NASA investigou fenômenos extremos do Universo e ajudou cientistas a compreender eventos cósmicos de alta energia.
Explosões de raios gama
Eventos extremamente energéticos que ajudam a investigar alguns dos fenômenos mais intensos do Universo.
Supernovas
Explosões associadas às etapas finais da evolução de determinadas estrelas, capazes de liberar enorme energia.
Buracos negros
Objetos estudados por meio da radiação e de outros fenômenos de alta energia associados ao seu entorno.
Asteroides e cometas
Corpos celestes que também aparecem entre os objetos investigados pelas observações astronômicas do Swift.
A última observação científica mencionada ocorreu em 20 de outubro, quando o Swift estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude. Agora, a atenção se volta à reentrada, cujo momento e local exatos continuam indefinidos.
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