Uma mancha vista por satélite alimentou por anos uma pista sobre Amelia Earhart, mas uma expedição encontrou árvores no lugar do avião
Expedição realizada em 2026 examinou uma anomalia na lagoa de Nikumaroro e descartou a possibilidade de ser parte do avião perdido.
A mancha que parecia parte do avião de Amelia Earhart era, provavelmente, um agrupamento de grandes árvores acumuladas junto à península Taraia, em Nikumaroro, no Pacífico. Em outubro de 2026, uma expedição descartou aquela anomalia de satélite como prova do Lockheed Electra 10-E, desaparecido em 1937, mas não solucionou o destino da aviadora.
Por que uma imagem de satélite parecia mostrar o avião?
A suspeita surgiu em 2020, quando uma forma alongada e ramificada chamou a atenção em imagens da lagoa de Nikumaroro. Alguns pesquisadores imaginaram que fossem partes do Electra, aeronave de dois motores usada por Earhart em sua última viagem.
O interesse aumentou porque fotografias aéreas de 1938 também mostram uma anomalia naquela área. Sem exame direto, porém, a semelhança visual não identificava o objeto: raízes, galhos e outros materiais poderiam produzir contornos parecidos.

O que os pesquisadores encontraram em Nikumaroro?
A expedição de 17 integrantes identificou sinais compatíveis com árvores depositadas na faixa de areia, segundo o comunicado oficial da Universidade Purdue.
- A maior parte do acúmulo já havia se fragmentado.
- Correntes haviam removido diversos pedaços do local original.
- Restava um segmento com formato aproximado da letra Y.
- Um tubo de aço foi encontrado, sem origem estabelecida.
Por que o objeto aparentava ser parte metálica de avião?
O brilho observado nas imagens ajudou a alimentar a interpretação de destroços. A inspeção revelou uma camada de carbonato sobre o material, capaz de refletir luz.
Como a equipe testou a hipótese no local?
Os pesquisadores percorreram a área e examinaram a lagoa com magnetômetro e sonar de varredura lateral. O primeiro instrumento ajuda a localizar metais ferrosos; o segundo identifica formas no leito da lagoa. O relato da operação subaquática detalha as técnicas empregadas.
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A viagem até Nikumaroro exigiu cinco dias de navegação. O mau tempo restringiu o trabalho: a equipe permaneceu sete dias perto do atol, mas realizou atividades em terra durante quatro. Nenhum destroço do avião foi confirmado.
Quais pistas ainda sustentam a hipótese de chegada à ilha?
Defensores da chamada hipótese dos náufragos consideram possível que Earhart e o navegador Fred Noonan tenham chegado ao recife. Citam indícios que permanecem sujeitos a interpretação:
- Registros de rádio analisados em conexão com Nikumaroro.
- Objetos antigos encontrados na ilha, sem autoria identificada.
- Ossos descobertos em 1940, posteriormente perdidos.
- Anomalias em fotografias antigas de regiões do recife.
O desaparecimento de Amelia Earhart permanece sem resposta
Earhart e Noonan desapareceram em 2 de julho de 1937, durante o trajeto entre Lae, na Papua-Nova Guiné, e a ilha Howland. Uma explicação é que a aeronave tenha caído no mar; outra aponta para um possível pouso em Nikumaroro.
A inspeção de 2026 eliminou um indício visual específico, não todas as hipóteses sobre o voo. Sem peças identificadas do Electra ou evidências inequívocas da passagem dos aviadores pelo atol, o desfecho permanece desconhecido.
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