Uma estrada de 45,5 km está recebendo R$ 514 milhões para ganhar 3 viadutos, 2 pontes e uma passarela, com pistas de concreto no interior do Paraná
A obra combina novas estruturas com pistas de concreto em um trecho importante do interior
Uma grande faixa de concreto começa a aparecer ao lado da pista antiga da PRC-466, no interior do Paraná. A duplicação da PRC-466, entre Pitanga e Turvo, alcança 45,5 km e prevê investimento de R$ 514,23 milhões, incluindo três viadutos, duas pontes e uma passarela. Na medição de setembro de 2026, o empreendimento chegou a 57,82% de execução, com trabalhos concentrados na pavimentação e na preparação dos novos acessos.
Onde estão sendo construídos os 45,5 km da duplicação da PRC-466?
A obra começa no perímetro urbano de Pitanga e segue até a área urbana de Turvo, na região central do Paraná. O percurso passa por acessos importantes para os municípios de Santa Maria do Oeste e Boa Ventura de São Roque.
Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, o projeto está entre os maiores contratos individuais de infraestrutura rodoviária executados pelo DER/PR.
A intervenção envolve duas frentes principais: a implantação de uma pista paralela à existente e a recuperação estrutural do pavimento antigo.
A proposta é oferecer sentidos de circulação separados, com novos dispositivos de acesso às localidades cortadas pela rodovia.

Como funciona a duplicação com pavimento de concreto?
A nova pista recebe pavimento rígido de concreto, enquanto a pista existente passa pela técnica conhecida como whitetopping. Nesse método, o asfalto antigo é aproveitado como parte da base para a aplicação de uma nova camada de concreto.
O aproveitamento do pavimento anterior depende da avaliação de suas condições. As equipes precisam executar reparos e preparar a superfície antes de adicionar a camada rígida.
O balanço estadual de 8 de outubro de 2026 confirmou o uso dessa técnica no trecho existente.
As etapas possuem funções diferentes:
O DER/PR estima vida útil de 30 anos para os pavimentos executados. Essa projeção depende das condições de projeto, uso e manutenção, e não significa ausência de reparos durante todo o período.
Onde ficarão os três viadutos e as duas pontes?
Dois viadutos estão previstos em Pitanga, e o terceiro será construído no acesso à PR-456. As estruturas permitirão reorganizar cruzamentos que atualmente concentram movimentos entre rodovias e vias urbanas.
Em Pitanga, uma das intervenções fica no encontro da PRC-466 com a PR-239 e a PR-460. O projeto prevê uma passagem em desnível com acessos laterais e rotatórias.
Outro viaduto será implantado no cruzamento com a Avenida Universitária Amália Mendes Ziegmann. A passarela também ficará em Pitanga, criando uma travessia destinada aos pedestres.
As novas pontes serão construídas sobre os rios Carazinho e Bonito. Elas permitirão que as pistas duplicadas atravessem os cursos d’água com estruturas adequadas ao novo traçado.
Quanto da obra já havia sido executado em setembro de 2026?
A duplicação chegou a 57,82% de execução, com R$ 318,09 milhões aplicados até a medição de setembro. O valor já investido não deve ser confundido com o orçamento total do contrato.
A pavimentação estava concentrada principalmente entre os acessos a Santa Maria do Oeste e Boa Ventura de São Roque.
Entre os quilômetros 193 e 199, as equipes avançavam na concretagem. Mais adiante, entre os quilômetros 207 e 208, os trabalhos incluíam base, sub-base, terraplenagem e drenagem profunda.
O avanço confirma que a duplicação segue em construção. O percentual de execução não equivale à mesma proporção de quilômetros já liberados para circulação.
Por que a duplicação deverá melhorar o transporte na região central do Paraná?
A duplicação permitirá separar os fluxos de veículos que atualmente dividem a pista de mão dupla. A intervenção também reorganizará os acessos aos municípios conectados à PRC-466.
Os viadutos e retornos deverão reduzir a necessidade de cruzamentos diretos em pontos movimentados. Já as vias marginais e os dispositivos de acesso organizarão as entradas e saídas próximas às áreas urbanas.
O uso de passagens em desnível também aparece em uma estrada de 50 km que utiliza túneis e passagens em desnível para reorganizar o transporte no Sul. As soluções atendem projetos diferentes, mas seguem o princípio de separar movimentos que poderiam entrar em conflito.
O que ainda falta para concluir a PRC-466?
A obra ainda precisa concluir trechos de pavimentação, estruturas em desnível, pontes e serviços complementares. A liberação definitiva dependerá da conclusão das pistas e das verificações necessárias à segurança viária.
Também estão previstas iluminação em viadutos, sinalização, calçadas e abrigos para pontos de ônibus.
O cronograma anterior apontava conclusão em 2027. A medição publicada em outubro confirma o avanço da construção, mas não representa entrega integral do corredor entre Pitanga e Turvo.
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