Ponte de R$ 207 milhões terá 1,18 km sobre o Rio São Francisco e vai ligar dois estados do Nordeste por uma rota nova
A nova travessia promete mudar a circulação em uma área onde o rio ainda impõe longos desvios
No Baixo São Francisco, quem precisa ir de Neópolis, em Sergipe, ao comércio de Penedo, em Alagoas, ainda depende de balsa ou lancha. A ponte Penedo Neópolis, na BR-349, terá 1,18 km sobre o rio e investimento de cerca de R$ 207 milhões. Com entrega prevista para dezembro de 2026, a obra cria a primeira ligação rodoviária fixa entre as duas cidades.
Onde fica a nova ponte?
A estrutura atravessa o São Francisco entre Penedo e Neópolis, cidades que ficam frente a frente no trecho final do rio. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, os recursos são federais, do Novo PAC.
Do lado alagoano, a ponte se conecta ao trecho federalizado da BR-349, que reúne as antigas rodovias estaduais AL-101 e AL-105 desde Marechal Deodoro. O DNIT executa nessa estrada uma obra paralela de cerca de R$ 41,1 milhões em 126,9 km de pista.

Como será a estrutura?
A ponte foi projetada para carros, caminhões, ciclistas e pedestres, com acostamentos e iluminação em toda a extensão. No trecho por onde passam as embarcações, um vão maior mantém espaço livre sob a pista:
O que já foi construído?
A obra começou em maio de 2025. Em julho daquele ano, segundo a Agência iNFRA, apenas 12 das 68 estacas e 4 dos 54 pilares estavam prontos. Em abril de 2026, o DNIT informou 50% de execução.
Naquele balanço, 46 estacas estavam cravadas, 36 pilares executados e as cinco primeiras vigas tinham sido lançadas do lado sergipano. Mais de 170 trabalhadores atuavam no canteiro. Cada etapa prepara a seguinte:
- Estacas descem até camadas firmes do solo, abaixo do leito do rio.
- Pilares sobem sobre as estacas e sustentam os vãos.
- Vigas pré-moldadas são içadas e apoiadas sobre os pilares.
- Lajes e pavimento formam a pista, seguidos de iluminação e sinalização.
O que muda para quem atravessa o rio?
Hoje a travessia depende de horário, capacidade e condições do rio. Com a ponte, o deslocamento passa a ser contínuo, a qualquer hora, sem custo de embarque para veículos e pedestres.
A reta final depende da montagem das vigas
Com metade da obra concluída em abril e 115 vigas ainda por lançar naquele momento, os últimos meses de 2026 concentram o trabalho mais visível: a pista ganhando forma acima do rio. O DNIT mantém a previsão de entregar a ponte em dezembro.
Para moradores como os de Neópolis, que atravessam com frequência para comprar em Penedo, a mudança será sentida no bolso e no relógio. Para a economia da região, a ponte transforma Penedo de fim de linha em passagem entre dois estados.
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