Nem sobrenome Lula garante vida fácil a candidato ao governo do RN
Reta final de campanha chega em situação de empate técnico entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT)
O sobrenome Lula é um ativo importante em boa parte da região Nordeste. Menos no Rio Grande do Norte. A petista Fátima Bezerra tem encontrado dificuldades em conseguir fazer seu sucessor, Cadu de Lula (PT), ex-secretário da Fazenda do Estado, na disputa pelo governo do Estado.
Cadu de Lula enfrenta nesse segundo turno Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró.
No final do primeiro turno, os dois terminaram separados por apenas 15.509 votos. Allyson recebeu 733.809 votos, ou 36,94% dos válidos, enquanto Cadu teve 718.300, equivalente a 36,16%. O resultado deixou para trás Álvaro Dias (PL), que somou 26,79% e se tornou o principal depositário dos votos que podem definir a eleição.
A disputa entre os dois será a mais apertada entre os estados em que haverá segundo turno neste domingo. Segundo pesquisa Quaest, Allyson tem 51% dos votos contra 49% de seu adversário.
A diferença estreita deu à campanha uma característica distinta da observada antes do primeiro turno. Allyson, que era apontado como favorito, tenta preservar a imagem de candidato de oposição e evitar que os ataques relacionados à Operação Mederi e à sua gestão em Mossoró contaminem sua candidatura.
Cadu de Lula e seu maior problema: Fátima Bezerra
Cadu, por sua vez, procura transformar a eleição em um julgamento sobre a administração da governadora Fátima Bezerra, da qual fez parte durante quase oito anos, e vender a ideia de que sua vitória representaria continuidade das políticas petistas.
E eis o grande problema de Cadu de Lula.
A administração Fátima Bezerra é considerada uma das piores do país. Segundo levantamento Quaest, 42% dos eleitores acharam o governo da petista ruim e outros 29% acharam a administração regular – um índice de reprovação na casa dos 70%.
E um dos principais flancos explorados por Allyson na campanha foi a situação financeira do Estado.
Cadu comandou a Secretaria de Tributação no primeiro governo Fátima e a Secretaria da Fazenda a partir de 2023.
Por conta da crise financeira, o governo do Rio Grande do Norte foi obrigado a parcelar pagamento de salários e alterar o cronograma de pagamentos para conseguir honrar as contas públicas.
Já Allyson foi obrigado, ao longo do segundo turno, a se explicar sobre uma investigação da Polícia Federal que atingiu contratos de saúde em Mossoró.
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