Justiça autoriza recuperação judicial do Grupo Casas Bahia
Quando entrou com o pedido, a varejista informou 17,3 bilhões de reais em dívidas
A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital autorizou, na quarta-feira, 21, o processamento da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas, em consolidação processual.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou atendidos os requisitos legais para o início do processo.
As pendências documentais foram classificadas como “pontuais” e deverão ser solucionadas em 30 dias, sob pena de revogação da decisão.
A juíza, no entanto, afirmou que esta fase se destina à análise dos requisitos legais e da regularidade dos documentos, sem exame aprofundado da viabilidade econômica das empresas nem antecipação da deliberação dos credores sobre o plano de recuperação.
“O procedimento deve ser orientado pela preservação da empresa viável e pelo tratamento paritário dos credores”, disse.
As dívidas do Grupo Casas Bahia
Quando entrou com o pedido de recuperação judicial na 2° Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, o Grupo Casas Bahia informou 17,3 bilhões de reais em dívidas.
Do valor, cerca de 16,4 bilhões de reais são referentes à classe 3, de credores quirografários (sem garantias). Outros 754 milhões de reais são relativos aos credores trabalhistas, enquanto 154 milhões de reais envolvem microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP).
A varejista conta com pouco mais de 19,4 mil credores quirografários.
Reestruturação financeira
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que a decisão contou com o aval do Conselho de Administração e do acionista controlador do grupo.
O processo também inclui subsidiárias do grupo, como Cnova, Bartira e Casas Bahia Tecnologia.
“Ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia”, disse a empresa no comunicado.
O plano envolve uma revisão da estrutura operacional, com foco em negócios mais rentáveis e de maior margem.
O grupo também buscará fazer o alongamento das dívidas financeiras e operacionais.
O prejuízo da Casas Bahia
A Casas Bahia comunicou, em 16 de agosto, um prejuízo 10,1 bilhões de reais no segundo trimestre.
O prejuízo ajustado ficou em 978 milhões de reais, alta de 76,2% em um ano.
A varejista também citou o fechamento de 298 lojas e a redução de seu quadro de funcionários.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)