Willer Tomaz rebate Richarlison e diz que jogador comprou ilha de “invasor”
Advogado contestou vídeo em que atacante cobra a devolução de mansão em Angra dos Reis
O advogado Willer Tomaz rebateu nesta quarta-feira, 21, um vídeo publicado pelo jogador Richarlison, no qual o atleta cobra dele e do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a devolução de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
No vídeo, Richarlison apresenta documentos relacionados à formalização da compra do terreno, por R$ 10 milhões, durante a pandemia de Covid-19. O jogador afirma ter indenizado os antigos moradores, em um acordo formalizado em cartório.
Em resposta, Tomaz publicou um vídeo no qual acusa Richarlison de ter comprado a propriedade de um “invasor”.
“Você mostrou os papéis que você possui e todos já foram verificados pela Justiça e eles provam uma coisa só: você comprou a ilha de invasor. Olha o seu contrato, quem te vendeu não era o dono, era o posseiro. O papel diz ‘o vendedor se declara posseiro’. Ele diz que é e você acreditou. Não sou eu quem chamo de invasor, o posseiro que recebeu R$ 760 mil de vocês escreveu na Justiça, em 2021, que seu sócio entrou na ilha com vigilância armada. Invasão. Com palavra deles.“
“Dono de verdade, Richarlison, tem escritura. Tem registro em cartório, tem nome em SPU. Você não mostrou porque você não tem. (…) Eu comprei com escritura pública, com registro no cartório, com certidão. E os 10 milhões? Na tela mostra quatro milhões e comprovante? Nunca.”
Tomaz também afirmou que Richarlison havia assinado uma renúncia para não pagar honorários de sucumbência.
“Você comprou de quem não poderia vender”, acrescentou o advogado.
O que alega Richarlison
Segundo Richarlison, Flávio Bolsonaro chegou a fazer uma proposta para comprar o terreno, mas a oferta foi recusada pelo jogador.
Richarlison afirma que a recusa em vender o imóvel foi seguida por uma rápida transferência da posse na Justiça.
Ele também questiona a atuação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regularização de ocupações em áreas federais.
Situação do imóvel
A ilha está atualmente em nome da empresa WT Administração de Imóveis.
O terreno pertence à União, e a disputa envolve os direitos de ocupação e posse, não simplesmente a propriedade privada de uma ilha.
Flávio Bolsonaro nega envolvimento irregular e afirma que foi apenas arrolado como testemunha no processo.
Tomaz, por sua vez, sustenta que sua empresa adquiriu o imóvel de maneira regular.
O advogado acionou a Justiça para tentar impedir novas publicações de Richarlison sobre o caso. Em agosto, o pedido de urgência foi negado sob o entendimento de que a medida se aproximava de censura prévia.
Um grupo de advogados também pediu ao Ministério Público Federal que apure possíveis irregularidades relacionadas à concessão dos direitos de ocupação.
Leia mais em Crusoé: Richarlison entra na campanha contra Flávio Bolsonaro
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