TI questiona Flávio sobre faturamento de escritório de advocacia
Organização cobra explicações sobre os R$ 13,7 milhões faturados pela banca do senador e aponta vínculos com Willer Tomaz
A Transparência Internacional-Brasil cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL) após o Uol divulgar uma reportagem segundo a qual o escritório de advocacia do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) faturou R$ 13,7 milhões enquanto ele exercia o mandato de senador.
A reportagem analisou 62 documentos fiscais emitidos pelo escritório entre janeiro de 2023 e julho de 2026. A banca está sediada na mansão onde Flávio mora, em Brasília.
“Como os serviços foram efetivamente prestados se o escritório não tem outros advogados nem empregados e está registrado em sua própria mansão? Como um escritório aberto em 2021 conseguiu, em tão pouco tempo, contratos de valores tão elevados?”, questionou a organização.
Segundo o Uol, as notas fiscais indicam que os pagamentos ao escritório foram feitos em contas bancárias no Santander e no BRB. De acordo com a Polícia Federal (PF), essas contas apontam vínculos entre Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Tomaz também é investigado por suspeita de participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e já foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
“Qual é a natureza de sua relação financeira com Willer Tomaz, que, segundo reportagens, custeou viagens internacionais e voos particulares do senador e é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas?”, questionou a Transparência Internacional-Brasil.
A organização também criticou a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na prevenção à lavagem de dinheiro.
“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é cobrada há anos por organismos internacionais por resistir à adoção, na advocacia, de padrões elementares de prevenção à lavagem de dinheiro. Contratos advocatícios fictícios ou superfaturados são cada vez mais utilizados para ocultar a origem e lavar dinheiro da corrupção e do crime organizado violento”, afirmou a entidade em nota.
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