A mais nova fake news petista
Apoiadores de Lula recortam e distorcem declaração de Daniella Marques sobre regras de transição do Bolsa Família
A menos de uma semana do segundo turno, apoiadores do presidente Lula (PT) tiraram de contexto uma declaração da assessora econômica de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, sobre as regras do Bolsa Família.
Em entrevista à CBN, Daniella afirmou que, caso Flávio seja eleito, a regra de transição de dois anos para beneficiários do programa será retomada.
“Quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente (Jair) Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por dois anos, e um retorno automático caso dê errado”, afirmou Daniella, que acrescentou:
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família (…) Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse.
Fake news
O perfil oficial do PT, porém, recortou o trecho em que a assessora menciona o retorno automático ao benefício em caso de insucesso e divulgou a declaração com a narrativa de que o senador pretende acabar com o Bolsa Família.
“URGENTE! Assessora econômica de Flávio Bolsonaro admite que pretende desligar beneficiários do Bolsa Família após dois anos. Ouça! PROTEJAM O BOLSA FAMÍLIA!”, diz a publicação.
A mais nova fake news da sigla foi compartilhada até mesmo por economistas alinhados ao presidente Lula.
Regras
A regra atual do Bolsa Família prevê um período de transição para famílias que conseguem aumentar a renda.
Quem ultrapassa o limite de renda mensal de R$ 218 por pessoa, critério de entrada no programa, mas permanece abaixo de R$ 706 per capita, pode continuar recebendo metade do benefício por até 12 meses, desde que cumpra as demais condições previstas.
Até junho de 2025, o período de transição era de dois anos, e o limite de renda por pessoa da família para permanecer na chamada regra de proteção era de R$ 759. A mudança reduziu o prazo de permanência e alterou o teto de renda para os novos beneficiários que entram nessa modalidade.
A regra busca evitar que famílias percam imediatamente o benefício ao conseguir um emprego ou outra fonte de renda. O objetivo é permitir uma adaptação gradual à nova condição financeira. Para quem já estava na regra de proteção antes da mudança, foram mantidas as condições anteriores.
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