“Vocês verão Jair Bolsonaro colocar a faixa no filho”, diz Flávio
Em ato na Paulista, senador também prometeu confrontar Lula no debate da Band
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou em “livrar o Brasil do PT” durante o comício na Avenida Paulista neste domingo, 18, a uma semana do segundo turno. Também voltou a afirmar que, se eleito, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele”, disse Flávio, diante de apoiadores.
Debate
Em discurso breve, o senador afirmou que pouparia a voz para o debate com o presidente Lula (PT), marcado para a noite deste domingo, na Band.
Será o primeiro confronto entre os dois em um debate televisivo desde o início da campanha.
“Hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate contra o Lula. Hoje eu quero ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação ao vivo”, afirmou.
Flávio também exaltou a mulher, Fernanda, e disse que o Brasil está “sem presidente”, mas que essa situação duraria pouco.
Nikolas
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos principais organizadores e puxadores de palavras de ordem do ato, batizado de “Bloco 22”.
Ele pediu que o público rezasse o Pai-Nosso e defendeu “aposentar o PT do Brasil”.
Também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação teve clima de bloco de carnaval, com trios elétricos, funks e versões de músicas populares adaptadas à campanha.
Entre os versos mais repetidos estavam “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “fora, PT, aqui não é seu lugar”.
Parte dos cartazes criticava Moraes, enquanto outros exaltavam o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados e estimativa de público
O ato reuniu nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR).
A maioria dos participantes vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras do Brasil.
O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a organização More in Common estimaram em 71,9 mil o público no horário de pico, às 12h20.
A margem de erro é de 12%, o que corresponde a uma estimativa entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas. A dispersão se intensificou a partir das 13h30.
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