Físicos simularam o que poderia acontecer quando dois buracos de minhoca colidem, e as coisas ficaram estranhas
O que a colisão de buracos de minhoca causa no espaço sideral?
Uma colisão de buracos de minhoca não é só assunto de ficção científica, já que a física teórica acaba de rodar simulações que mostram cenas bem doidas sobre esse encontro cósmico. A nova pesquisa revela que o choque entre esses túneis pode encolher horizontes inteiros e bagunçar bastante as regras do universo.
Como funciona um buraco de minhoca na vida real?
Na física, a teoria da relatividade geral de Albert Einstein permite que o espaço dobre até criar um túnel ligando dois pontos distantes. Esse modelo é chamado de buraco de minhoca, e alguns formatos teóricos poderiam até permitir a passagem de naves e objetos grandes por dentro deles sem amassar tudo.
O modelo testado pelos pesquisadores russos leva o nome de Ellis-Bronnikov, que fica de boca aberta graças a um campo escalar fantasma de energia negativa. Isso impede que o túnel feche de vez, mas deixa a estrutura super instável e pronta para um desastre se algo cruzar o seu caminho no meio do escuro.

Quais são os cenários prováveis desse encontro espacial?
De acordo com o artigo da ScienceAlert, os físicos Nikita M. Shirokov e Ilya Nachevsky rodaram testes em computador para ver o que rola quando dois desses túneis se esbarram. Os resultados mudam bastante dependendo da velocidade e da distância de aproximação.
Abaixo estão as três reações observadas durante os testes de colisão:
- Os túneis se aproximam, interagem de raspão e voam para longe com suas gargantas expandidas.
- As estruturas colapsam na mesma hora e viram buracos negros instáveis antes de qualquer viagem.
- Eles mergulham um no outro e criam um único horizonte aparente ao redor de ambas as aberturas.
Por que a colisão de buracos de minhoca chocou os físicos?
Quando a simulação formou um horizonte aparente ao redor dos dois túneis gigantes, algo muito estranho aconteceu com o tamanho dessa bolha espacial. O campo de energia negativa engoliu a região e fez o horizonte perder cerca de 28% da sua área original em questão de milissegundos.
Isso é bem bizarro porque o teorema criado por Stephen Hawking em 1971 ditava que a área de um buraco negro só pode aumentar com o passar do tempo. Como o campo escalar fantasma carrega energia negativa de um jeito diferente, ele consegue violar essa lei clássica e ainda manter a matemática em pé.
Como essas pancadas espaciais mudam as ondas gravitacionais?
Sempre que objetos muito massivos rodopiam em espiral até baterem, eles sacodem o tecido do universo e soltam ondas gravitacionais em todas as direções possíveis. Laboratórios de alta precisão, como o LIGO e o futuro equipamento espacial LISA, ficam escutando esses ecos de gravidade o tempo todo.
Acompanhe as diferenças no sinal emitido por cada tipo de pancada cósmica:
| Objeto na Colisão | Tipo de Sinal Emitido | Estilo da Frequência |
|---|---|---|
| Buracos Negros | Um apito sonoro contínuo | Sempre aumenta até bater |
| Buracos de Minhoca | Rajadas curtas e afiadas | Dá saltos e picos isolados |
Tem como a gente escutar isso acontecendo hoje em dia?
O maior balde de água fria dessa descoberta é que os túneis formados no começo do universo geram sinais esticados demais pela expansão do espaço. Isso deixa o som das pancadas fora do radar das nossas máquinas, exigindo que os objetos tenham nascido muito depois para serem ouvidos aqui na Terra.
Ninguém sabe dizer como uma colisão de buracos de minhoca mais recente poderia acontecer, mas o nosso universo não costuma seguir os limites humanos de imaginação. Se algum aparelho finalmente captar um estrondo afiado e rápido, a astronomia moderna vai saber para onde apontar as lentes maiores.
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