Após ação de Lula, Flávio também aciona TSE contra a Meta
Candidato do PL acusa plataforma de permitir propaganda negativa irregular e pede novas medidas para garantir isonomia
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, acusando a empresa de permitir o impulsionamento irregular de propaganda negativa contra o candidato.
A equipe pede que o senador seja incluído como terceiro interessado em uma ação apresentada por Lula (PT), que acusa a plataforma de favorecer o adversário na disputa presidencial.
Na manifestação, a campanha afirma que anúncios negativos são impulsionados por uma conta oficial de Lula e por terceiros.
Também pede que a empresa impeça a promoção de conteúdos inverídicos ou “gravemente descontextualizados” e suspenda o impulsionamento de propaganda negativa contra qualquer candidatura no segundo turno.
“A negligência da Meta está a converter a vida da campanha de Flávio e do Tribunal Superior Eleitoral num eterno e inaceitável enxugar de gelo”, diz o documento.
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Decisão do TSE
Na última quinta-feira, 15, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta adotasse medidas para garantir tratamento igualitário às campanhas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi tomada após o PT denunciar que a inteligência artificial da empresa se recusava a produzir material de campanha para Lula, mas atendia a pedidos semelhantes sobre Flávio.
“Se a isonomia é de regras e de critérios, como corretamente assentou a decisão, novas diligências devem ser ordenadas pela Meta, agora consideradas as denúncias da campanha adversária”, afirma a equipe do candidato do PL.
Disputa nas redes
A campanha de Flávio também quer impedir o impulsionamento de conteúdos negativos por páginas que considera irregulares.
O pedido ocorre em meio à reação digital de apoiadores de Lula após o primeiro turno, incluindo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que reúne mais de 4 milhões de seguidores.
Leia a reportagem de Crusoé: O Exército das fake news
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