Flávio diz que maior ajuste fiscal do Brasil é a derrota de Lula
Em entrevista à Globo, candidato acusa presidente de “terrorismo”, rejeita medidas ventiladas por assessores e não detalha corte de R$ 200 bi
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 16, em sabatina na TV Globo, que preservará o aumento do salário mínimo acima da inflação e que apoia o fim da escala 6×1. O senador também negou que adotará propostas econômicas atribuídas a sua equipe e acusou o presidente Lula (PT) de espalhar temores sobre o programa dele.
Gastos e ataque a Lula
Flávio disse que não mudará os pisos constitucionais de gastos com Saúde e Educação. Descartou ainda medidas defendidas pelo mercado financeiro e mencionadas por seus assessores econômicos.
Sobre o corte de R$ 200 bilhões nas contas públicas, prometido por esses assessores, ele não apresentou valores nem etapas. Citou redução de despesas em ministérios e estatais, aumento de receita com royalties do petróleo e “combate à corrupção”.
A entrevista ocorreu um dia depois da sabatina de Lula, na quinta-feira, 15. Flávio disse que o presidente o acusa de pretender extinguir aposentadorias e o serviço público e de querer privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras.
“Meu concorrente está promovendo um terrorismo”, afirmou. O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula. Ele é o maior problema para esse desajuste de contas.
Escala 6×1, reeleição e caso Master
Questionado por ter votado a favor do fim da escala 6×1 depois de classificar o projeto como “oportunista”, o senador disse que a decisão não teve motivação eleitoral.
“Eu rodei o Brasil inteiro e votei porque vi que a maioria dos brasileiros queria o fim da escala”, declarou.
Ele acrescentou: “Todo mundo quer trabalhar menos e ganhar mais, o problema é que com mais um dia de folga você vai andar de ônibus e ser assaltado, vai dormir preocupado com as dívidas”.
Flávio repetiu a promessa de acabar com a reeleição e disse que “só precisa de um mandato para começar a consertar o Brasil”.
Ao ser perguntado sobre o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro, ele reafirmou que se tratava de “dinheiro privado para um filme privado”. Não respondeu o que ocorreu com os recursos enviados a um fundo no exterior.
Cenário nas pesquisas
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 15, aponta Flávio com 47% das intenções de voto totais e Lula com 45%. Na comparação com o levantamento da semana anterior, o candidato do PL oscilou dois pontos para baixo. O presidente manteve o mesmo percentual.
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