Uma camada de lava nova avançou pelo chão do Kīlauea: equipe desceu ao Halemaʻumaʻu para coletar material recém-erupcionado perto da parede da cratera
Geólogos registram novos fluxos de lava no Kīlauea e analisam amostras que revelam a origem do magma liberado pelas fissuras de setembro
Uma nova erupção do Kīlauea espalhou lava pelo interior da cratera Halemaʻumaʻu, no Havaí, em setembro de 2026. Durante um sobrevoo realizado no dia 15, geólogos do Observatório de Vulcões do Havaí desceram ao piso da cratera para coletar amostras. Um dos fluxos avançava para nordeste, acompanhando a base da parede rochosa e revelando mudanças na atividade vulcânica do cume.
Por que uma nova camada de lava apareceu na cratera do Kīlauea?
O Kīlauea é um dos vulcões mais ativos do planeta e apresenta erupções frequentes em sua região central. Desde 23 de dezembro de 2024, episódios sucessivos de atividade têm produzido fontes de lava, depósitos de fragmentos vulcânicos e fluxos que recobrem o interior de Halemaʻumaʻu.
Entre 14 e 16 de setembro de 2026, seis novas fissuras eruptivas se abriram nas proximidades da parede oeste da cratera. A atividade ocorreu após um período de aumento da pressão no reservatório de magma situado sob o cume, permitindo que o material derretido alcançasse a superfície por novos caminhos.
Como os cientistas acompanharam a erupção do Kīlauea?
Na manhã de 15 de setembro, pesquisadores do Hawaiian Volcano Observatory (HVO), pertencente ao Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), realizaram um sobrevoo para documentar os novos fluxos. Durante a operação, a equipe fez uma breve parada no piso de Halemaʻumaʻu para coletar uma amostra da lava produzida desde a noite anterior.
As fotografias mostram um fluxo seguindo próximo à base da parede da cratera, em direção nordeste. Ao fundo, era possível observar o conjunto de aberturas vulcânicas formado durante os episódios eruptivos anteriores.
Entre os principais detalhes confirmados estão:
- Abertura de seis novas fissuras entre 14 e 16 de setembro;
- Sobrevoo científico realizado em 15 de setembro de 2026;
- Coleta de lava recém-erupcionada no piso de Halemaʻumaʻu;
- Fluxo avançando para nordeste junto à parede da cratera;
- Formação de um pequeno cone de respingos na abertura norte;
- Monitoramento por câmeras, instrumentos de deformação e análises químicas.
O vídeo Live Kilauea Volcano. September 14, 2026, do canal ApauHawaiiTours, apresenta imagens da atividade do vulcão na data em que as novas fissuras começaram a surgir.
Por que o magma conseguiu abrir novos caminhos até a superfície?
O magma armazenado sob o cume exerce pressão sobre as rochas que o cercam. Quando essa pressão aumenta, o material pode atravessar fraturas existentes ou abrir passagens até a superfície. No Kīlauea, instrumentos de deformação registraram sinais de repressurização após a atividade eruptiva de agosto.
Um detalhe chamou a atenção dos pesquisadores: as novas fissuras surgiram sem terremotos significativos ou grandes deformações locais. Isso sugere que o magma pode ter aproveitado caminhos preexistentes ou avançado sem deslocar intensamente as rochas próximas. A hipótese foi investigada com medições geofísicas e análises do material coletado.
O que as amostras revelaram sobre a origem da lava?
Em uma análise publicada em 15 de outubro de 2026, o Hawaiian Volcano Observatory explicou a origem do magma das novas fissuras. Os pesquisadores compararam a composição química e a textura das amostras de setembro com materiais produzidos durante episódios anteriores.
Os resultados indicaram aproximadamente 6,9% de óxido de magnésio em massa e uma textura predominantemente vítrea, com poucos cristais. Essas características são semelhantes às da lava produzida no episódio 54, em agosto. A interpretação mais provável é que as novas fissuras tenham recebido magma do mesmo reservatório relativamente raso, e não de uma nova fonte profunda.

Quais diferenças existem entre a lava recente e os depósitos anteriores?
A lava produzida em setembro formou novas superfícies sobre materiais de episódios anteriores. Durante o resfriamento, sua parte externa começou a solidificar, enquanto porções internas ainda podiam permanecer quentes. As camadas resultantes permitem que os pesquisadores acompanhem a evolução do piso da cratera.
A equipe também coletou material ainda derretido e o resfriou rapidamente em água. Esse procedimento ajuda a preservar características químicas e texturais que podem mudar durante o resfriamento lento. Comparar amostras coletadas por métodos diferentes fornece informações sobre temperatura, cristalização e armazenamento do magma.
| Indicador | Registro científico |
|---|---|
| Novas fissuras | Seis aberturas |
| Período eruptivo | 14 a 16 de setembro de 2026 |
| Coleta inicial | 15 de setembro |
| Direção do fluxo | Nordeste, junto à parede |
| Óxido de magnésio | Cerca de 6,9% em massa |
O que a atividade recente revela sobre o futuro do Kīlauea?
A coleta de amostras permite acompanhar como a composição do magma muda entre episódios eruptivos. Essas informações, combinadas com registros de terremotos e deformação do terreno, ajudam os vulcanólogos a compreender o funcionamento do sistema subterrâneo e avaliar possíveis mudanças na atividade.
A abertura de novas fissuras também demonstra que o magma pode alcançar a superfície por caminhos diferentes daqueles utilizados anteriormente. Isso não significa que uma erupção maior seja inevitável, mas reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Em outubro de 2026, o USGS ainda identificava elevada pressão no sistema magmático do cume, mantendo atenção às possibilidades de novos episódios eruptivos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)