Crusoé: “Ninguém vai ter prejuízo com fim da 6×1”, diz Lula
As principais entidades da indústria, comércio e serviços discordam do petista e preveem prejuízos econômicos com o fim da escala 6x1
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira, 16,que “ninguém vai ter prejuízo” com o fim da escala de trabalho 6×1.
“Ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6×1. Quem vai ganhar é o Brasil. São as mulheres, que vão ter dois dias para descansar e cuidar da família”, disse o petista em visita a Juiz de Fora (MG).
A nova escala estabelece um prazo de dois meses para a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais. O regime passa a ser de cinco dias de trabalho para dois de descanso. Em um ano, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
Entidades discordam
As principais entidades da indústria, comércio e serviços discordam do petista e preveem prejuízos econômicos com o fim da escala 6×1.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, estimou que a mudança irá elevar os custos de produção em 267,2 bilhões de reais e aumentar os preços ao consumidor em 6,2%.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alertou para a queda da competitividade.
“Sem aumento de produtividade, reduzir a jornada mantendo integralmente os salários significa aumentar o custo da hora trabalhada. Isso pressiona as empresas, reduz a competitividade e acaba chegando ao cidadão por meio de produtos e serviços mais caros”, afirmou.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) disse que o gasto com funcionários deve subir cerca de 20%.
“Mesmo as empresas que já trabalham no regime 5×2, com 40 horas semanais, terão aumento de custo de 9,1%. A conta chegará ao cidadão. Quem mora em condomínio, por exemplo, pode ter a taxa reajustada em 20%”, afirmou.
A Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc) projetou uma elevação em 5,5% nos preços dos imóveis com a redução da jornada para 40 horas semanais.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse que a PEC trará impactos no funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e químico, “que precisam ser medidos com responsabilidade e seriedade”.
“O mesmo vale para a migração ao trabalho informal…
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