Irmã Marta, freira de 29 anos revelou: “Quando cheguei, senti paz e disse: ‘Não sei o que é isso, mas é o que eu procurava'”
Irmã Marta tinha apenas 16 anos quando começou a descobrir uma vocação que mudaria completamente seu futuro.
Irmã Marta tinha apenas 16 anos quando começou a descobrir uma vocação que mudaria completamente seu futuro.
Hoje, aos 29, a religiosa espanhola vive em clausura no Mosteiro de Santa Cruz, em Sahagún, na Espanha, dedica os dias à oração e ao trabalho comunitário e usa as redes sociais para mostrar uma realidade que muita gente ainda desconhece.
Sua história chama a atenção pela decisão de seguir a vida religiosa tão jovem e pela tranquilidade que afirma ter encontrado nessa escolha.
Como Irmã Marta descobriu que queria dedicar a vida à religião?
A vocação de Marta começou a ganhar forma durante uma viagem com os pais a um mosteiro em Navarra, na Espanha. Aos 16 anos, enquanto pensava em qual caminho seguir nos estudos, ela conheceu a vida monástica e passou a se interessar pela espiritualidade beneditina.
Depois de ler a Regra de São Bento e entrar em contato com o mosteiro de Sahagún, iniciou um período de discernimento, com visitas e experiências para compreender se aquela era realmente sua vocação. Aos 18 anos, decidiu ingressar na comunidade.
O que aconteceu com a Irmã Marta durante os anos de formação no mosteiro?
A entrada na vida religiosa não significou uma consagração definitiva imediata. Irmã Marta passou por aproximadamente nove anos de formação, período que incluiu diferentes etapas antes de assumir seus compromissos permanentes.
Esse processo preparou a religiosa para as responsabilidades que exerce atualmente. Entre suas principais funções estão:
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O que aconteceu com a Irmã Marta durante os anos de formação no mosteiro?
Da orientação de novas religiosas à comunicação com o público, conheça as atividades que fazem parte da rotina da comunidade.
Formação de noviças
Acompanha mulheres que estão começando a conhecer a vida monástica, ajudando-as durante os primeiros passos dessa jornada religiosa.
Atendimento na portaria
Participa da organização da entrada do mosteiro e do contato com visitantes, contribuindo para o acolhimento de quem chega.
Loja virtual
Ajuda a administrar as vendas dos produtos produzidos pela comunidade, conectando o trabalho das religiosas a pessoas de fora do mosteiro.
Redes sociais
Divulga o cotidiano do mosteiro e aproxima o público da realidade religiosa por meio dos canais digitais.
Como é a rotina diária de uma monja de clausura?
O dia das religiosas começa por volta das 6h, com momentos de oração comunitária. A programação inclui celebrações litúrgicas, missa, rosário e períodos dedicados à oração individual e ao silêncio. O descanso costuma começar por volta das 22h30.
Até mesmo as refeições seguem regras próprias. As irmãs comem juntas, enquanto uma delas realiza uma leitura em voz alta. Segundo Irmã Marta, o silêncio é mantido durante as refeições na maior parte dos dias, com exceções em ocasiões específicas.
A rotina também envolve tarefas práticas, como preparar alimentos artesanais para comercialização. Entre os produtos feitos pelas religiosas estão doces folhados, biscoitos, bolinhos tradicionais e outras receitas que ajudam a manter financeiramente o mosteiro.
Conheça a históia da Irmã Marta no vídeo abaixo do canal “Confía Producciones y Comunicación“
A vida em clausura é diferente do que mostram os filmes?
Irmã Marta explica que a realidade dos mosteiros pode ser bem diferente das representações populares. Embora a clausura tenha regras específicas, isso não significa necessariamente viver sem contato com o mundo exterior.
No mosteiro onde ela vive, as religiosas podem acessar a internet, receber familiares, tirar férias e realizar algumas viagens. As normas variam de acordo com cada comunidade, e a jovem ressalta que a escolha pela vida monástica deve ser livre.
Ela também utiliza as plataformas digitais para combater estereótipos e apresentar o cotidiano religioso a pessoas que talvez nunca tenham tido contato com essa realidade. Seu canal no YouTube já reúne mais de 120 mil inscritos.
Por que Irmã Marta diz ter encontrado a paz que procurava?
Ao recordar o momento em que começou a se identificar com a vida monástica, a religiosa descreveu uma sensação de paz que a ajudou a reconhecer o caminho que desejava seguir.
“Quando cheguei, senti uma paz e disse: ‘Isso não sei o que é, mas é o que estava procurando’”, relatou, ao explicar a experiência que marcou sua aproximação com o mosteiro.
A história da Irmã Marta mostra uma escolha de vida construída ao longo de anos de discernimento, formação e dedicação. Ao compartilhar sua experiência, ela procura mostrar que, por trás do silêncio e das regras da clausura, existe uma rotina de trabalho, convivência e espiritualidade que nem sempre corresponde à imagem que o público imagina.
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