Marinho acusa cúpula da AGU de favorecer Lula na campanha eleitoral
Coordenador da campanha de Flávio diz que Jorge Messias e Flávio Roman descumpriram orientações de neutralidade eleitoral do próprio órgão.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), acusou nesta quinta-feira, 15, integrantes da cúpula da Advocacia-Geral da União (AGU) de atuar em favor do presidente Lula (PT) durante a disputa eleitoral.
Em publicação no X, Marinho afirmou que o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o advogado-geral substituto, Flávio Roman, descumpriram as orientações de neutralidade eleitoral reunidas em uma cartilha elaborada pelo próprio órgão.
“A AGU escreveu uma cartilha de neutralidade eleitoral, e as duas maiores autoridades do órgão a descumpriram em plena campanha”, escreveu o senador.
Marinho criticou duas manifestações atribuídas aos integrantes da AGU. Segundo ele, Messias creditou a Lula uma vitória do Estado, enquanto Roman teria declarado que a advocacia pública “está com Lula”.
“Advocacia de Estado não é comitê de campanha”, afirmou o parlamentar.
Cartilha da AGU
A AGU publicou, em abril deste ano, a 11ª edição da Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026. O documento reúne orientações sobre as restrições aplicáveis a agentes públicos durante o período eleitoral, incluindo regras relacionadas à publicidade institucional, ao uso da estrutura pública e à promoção de candidaturas.
Na apresentação do material, Roman afirmou que um dos objetivos das regras é garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos. A cartilha também destaca a necessidade de impedir que recursos e meios da administração pública sejam utilizados para favorecer candidaturas.
Marinho afirmou que a última edição do Observatório da Oposição detalha o que considera uma atuação política da cúpula da AGU e o aparelhamento da máquina pública pelo PT.
As acusações foram feitas pelo senador em meio à disputa presidencial de 2026. A publicação, porém, não apresenta uma decisão ou conclusão formal de que as manifestações citadas tenham violado a legislação eleitoral.
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