Janones nega fake news e promete processar advogada de Flávio
Maria Cláudia afirmou que deputado disseminou fake news no grupo "Exército do Lula"
O deputado André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quarta-feira, 14, que não divulgou fake news no canal “Exército do Lula” e que irá processar por calúnia a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, integrante da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração foi uma resposta à entrevista concedida pela advogada à GloboNews antes da participação do parlamentar. Maria Cláudia disse que o TSE não identificou a disseminação de fake news porque Janones havia apagado as publicações.
“A doutora cometeu um crime. Os advogados meus já irão acioná-la porque ela afirmou que eu pratiquei crimes que eu não pratiquei. Isso chama calúnia”, disse o deputado à emissora.
Segundo a advogada, a equipe jurídica da campanha de Flávio incluiu, no relatório que será entregue ao TSE, provas de que Janones disseminou fake news na plataforma.
Janones confirmou que excluiu mensagens, mas ressaltou que as publicações continham orientações para mobilizar apoiadores, como chamadas para ampliar o número de participantes do canal ou de seguidores de perfis ligados à esquerda.
O deputado também explicou que apaga parte dessas publicações depois que as ações, que chama de “missões”, são concluídas. Segundo ele, a prática facilita o acesso dos novos integrantes aos conteúdos mais recentes.
“Quando essa missão é cumprida, eu apago esse áudio porque eu não vou perder o tempo dos novos membros ouvindo algo que não faz mais sentido”, afirmou.
“Exército do Lula”
Nunes Marques autorizou na terça a retomada do “Exército do Lula” no WhatsApp após a campanha do presidente Lula registrar o endereço eletrônico no processo de candidatura do petista.
Entretanto, funcionamento só poderá ser restabelecido após o prazo de 48 horas contado da comunicação à Justiça Eleitoral e continuará sujeito às condições e à supervisão determinadas pela Corte.
Mais cedo, ontem, o presidente do TSE havia condicionado a retomada do funcionamento do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral, no processo de registro da candidatura ou da coligação à qual esteja vinculado.
O “Exército do Lula” foi criado após o primeiro turno para mobilizar apoiadores de Lula na reta final da campanha.
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