Após derrota no Amapá, Alcolumbre tenta ganhar força com escala 6×1
Presidente do Senado prevê votação da proposta nesta quarta-feira, 14, em meio às articulações políticas para 2027
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta recuperar espaço político após a derrota de aliados nas eleições do Amapá. A votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 está prevista para esta quarta-feira, 14, e pode colocar o senador novamente no centro das articulações em Brasília.
Alcolumbre espera que o Senado vote a PEC 221/2019 em dois turnos no mesmo dia. Para isso, os parlamentares precisam aprovar um calendário especial que permita dispensar o intervalo regimental entre as votações. A proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, com dois dias de descanso por semana, preferencialmente aos domingos.
A pauta é uma das prioridades do governo Lula (PT) e ganhou relevância na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também declarou apoio à proposta, em uma mudança de posição que altera o cenário da discussão no Congresso.
Derrota no Amapá
O grupo político de Alcolumbre sofreu reveses nas eleições estaduais. Dr. Antônio Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, com 62,75% dos votos válidos, derrotando Clécio Luís (União Brasil), candidato à reeleição apoiado pelo presidente do Senado.
A disputa pelas duas vagas do estado no Senado também terminou com derrotas para candidatos apoiados pelo grupo de Alcolumbre. Rayssa Furlan (Podemos) conquistou uma das cadeiras, fortalecendo o grupo político da família Furlan no estado.
Disputa pelo comando do Senado
Além do revés regional, Alcolumbre enfrenta articulações em torno da presidência do Senado em 2027. A definição dependerá das negociações entre os partidos e da composição política formada após as eleições.
Nesse cenário, a votação da escala 6×1 coloca o senador diante de uma pauta de grande repercussão nacional. A condução da proposta pode testar sua capacidade de articulação em um momento de rearranjo das forças políticas no Congresso.
A votação em dois turnos, porém, ainda depende da aprovação do calendário especial pelo plenário. Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
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