MDB do Norte e Nordeste declara apoio a Lula no segundo turno
Carta divulgada nesta terça-feira é uma resposta à ala bolsonarista do partido, que pretende apoiar Flávio Bolsonaro
Os diretórios estaduais do MDB de dez estados das regiões Norte e Nordeste declararam apoio à chapa formada pelo presidente Lula (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no segundo turno das eleições de 2026.
A manifestação foi divulgada nesta terça-feira, 13, e é apresentada pelo partido como uma defesa da “Liberdade, da Democracia e da Soberania” exercida pelo voto direto.
A posição reúne os diretórios do MDB de Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
Na nota, os diretórios afirmam que o apoio também está relacionado à defesa do desenvolvimento econômico, da geração de emprego e renda, da redução das desigualdades e da promoção da justiça social. O documento cita ainda a necessidade de crescimento sustentável e de diálogo político.
Os dirigentes regionais defendem a continuidade de políticas públicas dos governos petistas, entre elas Bolsa Família, Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida, Brasil Sorridente, Programa Nacional de Alimentação Escolar, Fies, ProUni e Luz para Todos. A nota também cita a isenção do Imposto de Renda e programas de infraestrutura e logística.
O texto atribui ao atual governo avanços na economia, mencionando crescimento econômico, recordes nas exportações e na produção agrícola, fortalecimento da indústria nacional, valorização do mercado de capitais e redução do desemprego.
Os diretórios também afirmam que obras iniciadas pelo governo não devem ser interrompidas. Segundo a nota, uma mudança de governo poderia deixar obras inacabadas e recursos parados.
Mobilização do MDB
Além da declaração de apoio, o MDB do Norte e Nordeste convocou suas lideranças para participar diretamente da campanha de Lula e Alckmin.
O documento pede o engajamento de dirigentes estaduais e municipais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e lideranças comunitárias.
Entre as ações sugeridas estão a criação de comitês de mobilização nas capitais e municípios-polo, carreatas, ações de rua, atos públicos, articulação com as bases municipais e atuação nas redes sociais. A mobilização, segundo a nota, deverá ocorrer até a véspera da eleição, marcada para 25 de outubro.
Ao final, os diretórios afirmam que é necessário transformar a estrutura política do partido em “votos definitivos” para a chapa Lula-Alckmin.
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