Flávio ironiza PT após reportagem sobre Vorcaro e fundos de pensão
"Será que governos do PT têm alguma atração por roubar dinheiro de aposentados?", escreveu o senador no X
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou o PT nesta terça-feira, 13, ao comentar uma reportagem da revista Veja sobre duas reuniões no Palácio do Planalto entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e um suposto operador de propinas de um grupo ligado ao ministro Alexandre Padilha.
Segundo a reportagem, Vorcaro esteve acompanhado de Júlio Cezar em reuniões que discutiam como o petismo buscava liberar recursos de fundos de pensão de estatais.
“Será que governos do PT têm alguma atração por roubar dinheiro de aposentados? Fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa e dos Correios, administrados por petistas, aumentaram de 5% para 10% a margem do que esses fundos poderiam investir em “ações de alto risco” do Master, cobrando propina de 10% do que fosse investido? É isso mesmo que a matéria diz?”, escreveu no X.
Planalto
A Veja afirma que Vorcaro relatou os encontros em sua proposta de delação premiada, rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A reportagem aponta que o primeiro encontro mencionado no controle de acesso do Planalto mostra que Vorcaro e Júlio fizeram o registro na portaria no mesmo minuto, às 14h33 de 1º de março de 2024.
Na proposta de delação que trata do assunto, Vorcaro afirma que se reuniu com Padilha e Olavo Noleto.
“Nesse dia, estavam também o assessor Olavo, Fernando, o primo desse Olavo, e o próprio Júlio. Nessa conversa, Padilha mais ouviu do que falou, mas afirmou que ‘o que eu tratasse com Olavo seria como se eu estivesse tratando com o próprio Padilha’”, diz o relato atribuído a Vorcaro.
Após esse encontro, Vorcaro afirma ter recebido Júlio, Olavo e o primo dele para uma reunião reservada em Brasília.
“Júlio, Olavo e seu primo foram em minha casa para uma conversa aberta: ‘só haveria um jeito de entrar na Previ, Petros e Postalis: mediante pagamento de propina também na ordem de 10% de tudo o que o banco captasse’”, diz o relato.
A reportagem afirma que Vorcaro pretendia captar até R$ 10 bilhões nos fundos de pensão de servidores vinculados à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil, à Petrobras e aos Correios.
Em troca, o grupo ligado ao ministro receberia R$ 1 bilhão em propina, equivalente a 10% do total que o Master conseguisse captar nos fundos, segundo o relato atribuído ao banqueiro.
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