Um novo contorno de 43 km, 60 km de faixas extras e 20 passarelas serão construídos ao redor de uma das maiores cidades do Centro-Oeste
O novo contorno deve ajudar a tirar parte do tráfego pesado das vias urbanas
Uma nova estrada foi planejada para contornar Goiânia e oferecer outro caminho a motoristas que não precisam entrar na área urbana da capital. O Contorno de Goiânia terá 43,52 km e faz parte da modernização da Rota do Pequi, que prevê ainda 60,6 km de faixas adicionais e 20 passarelas. A proposta envolve as BR-060 e BR-153, com investimentos projetados em R$ 4,3 bilhões e uma nova etapa de concessão ainda em organização.
Onde será construído o novo contorno de Goiânia?
O Contorno de Goiânia está previsto para a região da capital goiana, como parte das melhorias das rodovias que atravessam a área metropolitana. O objetivo é criar uma alternativa para veículos de passagem.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que a nova ligação terá 43,52 km, dentro do programa de obras da Rota do Pequi.
O contorno deverá permitir que parte dos veículos utilize um percurso externo, reduzindo a necessidade de atravessar segmentos mais urbanizados da capital para continuar a viagem.
O desenho definitivo das intervenções depende dos projetos técnicos e das etapas de execução da concessão. A extensão divulgada não significa que os 43,52 km já estejam disponíveis para circulação.

O que é a Rota do Pequi e quais rodovias fazem parte dela?
A Rota do Pequi reúne 211,6 km das BR-060 e BR-153 entre Brasília, no Distrito Federal, e Hidrolândia, em Goiás.
O corredor integra um contrato que passou por reestruturação. A concessionária Concebra foi responsável por um conjunto rodoviário mais extenso, posteriormente dividido em trechos independentes para reorganizar os contratos.
Segundo a documentação da ANTT sobre a transferência de controle, a Rota do Pequi passou a ser tratada como uma unidade específica de concessão.
O plano prevê que outra controladora assuma a concessionária responsável pelo trecho. Essa mudança empresarial é necessária para a execução da reestruturação, mas não deve ser confundida com o início automático de todas as obras previstas.
Como os 60 km de faixas adicionais mudarão a circulação?
As faixas adicionais ampliarão o espaço disponível nas pistas existentes, em trechos definidos pelo programa de modernização. O objetivo é melhorar a capacidade de circulação sem construir necessariamente outra rodovia completa.
A modelagem da Rota do Pequi prevê 60,6 km dessas faixas em pista dupla. Elas poderão ajudar a distribuir o tráfego em segmentos com maior movimento ou diferença de velocidade entre veículos.
O programa também inclui 19,41 km de vias marginais, destinadas a organizar parte dos deslocamentos locais. Essas vias permitem separar acessos urbanos do tráfego que segue diretamente pela rodovia.
Os acessos devem ser usados conforme a sinalização instalada. Uma situação de risco diferente aparece quando um motorista perde a entrada da cidade e tenta voltar de marcha à ré pelo acostamento, manobra que não pode ser usada para corrigir um caminho perdido.
Por que o projeto prevê passarelas e novos pontos de ônibus?
As 20 passarelas serão destinadas à travessia de pedestres em locais definidos pelo projeto rodoviário. Elas ajudam a separar pessoas dos veículos que circulam em alta velocidade nas pistas.
O programa também prevê 114 pontos de ônibus, levando em consideração as necessidades de moradores e passageiros que utilizam o transporte coletivo na região.
Outras estruturas planejadas incluem:
- Seis passagens de fauna: espaços destinados à travessia de animais em locais selecionados.
- Um Ponto de Parada e Descanso: instalação prevista para atender caminhoneiros.
- Vias marginais: caminhos paralelos para melhorar a ligação com bairros e localidades.
Esses equipamentos terão funções distintas dentro da concessão. Enquanto as faixas extras ampliam o espaço dos veículos, passarelas e paradas atendem necessidades de segurança e deslocamento.
Quanto custará a modernização da Rota do Pequi?
O projeto prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos e mais R$ 3,6 bilhões em custos operacionais ao longo da concessão.
Os investimentos correspondem a obras e melhorias de infraestrutura. Já as despesas operacionais estão ligadas à manutenção, aos serviços e ao funcionamento cotidiano do sistema rodoviário.
O modelo de concessão também prevê mudanças graduais na tarifa de pedágio, vinculadas ao cumprimento de metas. Isso significa que os aumentos previstos não deverão ocorrer automaticamente sem considerar as condições contratuais.
A proposta foi apresentada em sessões públicas realizadas em Goiânia e Brasília durante setembro de 2026, permitindo contribuições sobre a modelagem antes das próximas decisões.
Quando o Contorno de Goiânia deverá começar a ser construído?
O contorno ainda depende do avanço da reestruturação da concessão e das etapas técnicas necessárias para a obra. Até outubro de 2026, os documentos oficiais consultados não confirmam que os 43,52 km já estejam em construção.
O processo prevê a transferência do controle da Concebra até 16 de dezembro de 2026, prazo informado pela ANTT conforme determinação do Tribunal de Contas da União.
Depois dessa fase, a execução das intervenções deverá seguir as obrigações e os cronogramas definidos para a concessionária responsável.
A construção do contorno será a transformação mais visível para quem precisa atravessar a região de Goiânia sem entrar no trânsito urbano. As demais faixas, passarelas e estruturas de atendimento deverão complementar o novo sistema rodoviário conforme forem entregues.
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