“Mangueiras de incêndio” são única defesa contra drones dos bilionários submarinos nucleares do Reino Unido
A vulnerabilidade da instalação de Faslane levanta preocupações sobre a proteção do arsenal nuclear do Reino Unido.
Submarinos nucleares avaliados em bilhões de euros, equipados com mísseis balísticos, podem depender de uma solução surpreendentemente simples para enfrentar drones quando estão atracados: mangueiras de incêndio com jatos de água de alta pressão.
A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Sun e repercutida pela Euronews em 9 de outubro de 2026. O caso expõe os desafios enfrentados pelas forças militares diante da evolução dos ataques aéreos não tripulados.
Como mangueiras de incêndio são usadas para proteger submarinos nucleares?
Segundo a reportagem, tripulações dos submarinos britânicos da classe Vanguard foram treinadas para utilizar mangueiras contra drones de curto e médio alcance que consigam ultrapassar as barreiras de segurança terrestres. Os equipamentos ficam no convés e são operados por marinheiros para tentar impedir a aproximação das aeronaves.
A medida chama atenção porque os quatro submarinos dessa classe transportam mísseis nucleares Trident e são avaliados em aproximadamente 6,5 bilhões de euros. Entretanto, a Marinha britânica afirma que a proteção das embarcações inclui diferentes camadas de segurança, e não apenas os jatos de água.
🛡 Las mangueras son la única protección contra los drones de los submarinos nucleares británicos, señala la prensa Aunque los submarinos están equipados con misiles balísticos Trident II, su última línea de defensa son las mangueras de incendios, ya que no existen otros medios de defensa aérea a bordo, reportan los medios locales citando a sus fuentes. 👉 Por lo tanto, los chorros de agua lanzados a alta presión son la única arma de defensa aérea de los submarinos de la clase Vanguard, con un costo de $5.200 millones, plantea el artículo. Según el texto, no se descarta que, en caso extremo, un dron pueda desviarse de su trayectoria o ser derribado por la propia manguera. Se supone que los nichos hidrantes permitirán defenderse de los drones de corto y mediano alcance, mientras que los de largo recorrido podrán ser interceptados por aviones. 📍 La Armada británica, por su parte, asegura que sus bases cuentan con varias líneas de defensa, entre las que se incluyen barreras físicas, patrullas, sistemas de vigilancia y medidas para contrarrestar los drones.
— Sputnik Mundo (@SputnikMundo) October 9, 2026
Quais drones representam a maior ameaça à frota britânica?
A estratégia relatada prevê respostas diferentes conforme o alcance e as características dos equipamentos. Entre as principais ameaças e medidas de defesa estão:
- Drones FPV de curto e médio alcance: podem ser enfrentados com jatos de água operados pelas tripulações.
- Aeronaves de longo alcance: modelos como os drones iranianos Shahed e os russos Gerbera seriam interceptados por caças da Força Aérea Real britânica.
- Equipamentos que ultrapassam a segurança terrestre: podem exigir uma reação direta dos marinheiros posicionados no convés.
- Ataques coordenados: o lançamento de vários drones nas proximidades pode reduzir o tempo disponível para identificar e neutralizar a ameaça.
Uma fonte da Marinha ouvida pelo The Sun afirmou que a percepção sobre os drones mudou significativamente. Equipamentos antes associados principalmente à espionagem ou a brincadeiras passaram a representar um risco militar mais complexo.

Por que a base de Faslane preocupa especialistas em defesa?
Localizada na Escócia, a base naval de Faslane abriga a frota britânica de submarinos nucleares. Sua posição no interior de uma baía oferece proteção natural contra determinadas ameaças marítimas, mas o relevo e a presença de estradas públicas e colinas nas proximidades podem facilitar a aproximação de drones.
O analista Charlie Williams, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), considerou surpreendente a dependência de mangueiras de incêndio para enfrentar esse tipo de ameaça. Ele também destacou que a instalação é um alvo de interesse para Estados potencialmente hostis.
Que medidas o Reino Unido está adotando para reforçar a segurança?
O governo britânico afirma que a proteção das instalações militares passa por revisões contínuas.
De acordo com o Ministério da Defesa, o país prevê investir mais 470 milhões de libras, equivalentes a aproximadamente 554 milhões de euros, nos próximos quatro anos para reforçar a segurança de suas bases.
Entre as principais medidas de proteção mencionadas na reportagem estão:
Como o Reino Unido pretende proteger suas bases militares?
O plano combina barreiras físicas, vigilância e recursos de interceptação para ampliar a proteção de instalações estratégicas contra ameaças aéreas.
Barreiras físicas
Estruturas de proteção para dificultar o acesso não autorizado a áreas militares sensíveis.
Patrulhas e vigilância
Presença de equipes e observação para identificar comportamentos suspeitos nas proximidades.
Monitoramento contínuo
Acompanhamento das instalações e das ameaças aéreas para identificar possíveis riscos.
Defesa contra drones
Recursos para detectar, acompanhar e neutralizar aeronaves não autorizadas nas áreas protegidas.
Interceptação por caças
Aeronaves da Força Aérea Real podem ser empregadas contra determinadas ameaças de drones de longo alcance.
O que esse caso revela sobre a nova guerra com drones?
A situação mostra como equipamentos relativamente baratos podem desafiar a segurança de instalações militares estratégicas, mesmo quando elas abrigam sistemas de armas extremamente sofisticados.
Segundo a reportagem, instalações nucleares e militares europeias já foram sobrevoadas por drones, incluindo a base francesa de submarinos nucleares de Île Longue e a instalação britânica de Lakenheath.
O desafio para o Reino Unido é garantir que as defesas acompanhem a rápida evolução dessas ameaças. Embora as mangueiras representem uma medida complementar contra determinados drones, a eficácia da proteção depende de um sistema integrado de vigilância, resposta e interceptação.
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