Família vendeu 35 hectares por apenas 10 euros para criar um parque infantil em 1999: 27 anos depois, o terreno acaba nas mãos da AI
Acordo firmado em 1999 previa a construção de um parque público no Texas.
Em 1999, uma família de agricultores aceitou vender quase 35 hectares de terra à cidade de Taylor, no Texas, por apenas 10 euros, sob a condição de que o espaço fosse destinado a um parque público com área infantil.
O que parecia um gesto em benefício da comunidade ganhou um desfecho inesperado: anos depois, a maior parte do terreno foi vendida por US$ 10 milhões para a construção de um centro de dados voltado à inteligência artificial.
A mudança de finalidade desencadeou uma disputa que envolve interesses econômicos, preocupações ambientais e o cumprimento do acordo original.
Como um terreno vendido por 10 euros acabou nas mãos de um projeto de IA?
A área, adquirida originalmente para criar um espaço de lazer para a população, passou a integrar os planos de expansão da infraestrutura tecnológica. Segundo o jornal espanhol AS, com informações atribuídas à CNN, a negociação posterior envolveu a venda de grande parte do terreno por US$ 10 milhões.
O empreendimento está sob responsabilidade da Blueprint Data Centers, que pretende instalar uma estrutura de grande porte para atender à crescente demanda por processamento de dados e aplicações de inteligência artificial.

O que será construído no terreno e quais são as dimensões do projeto?
O plano prevê três edifícios com aproximadamente 12.500 metros quadrados, além de instalações necessárias para manter os equipamentos em funcionamento.
A proximidade das residências é um dos principais motivos de preocupação da comunidade. Entre os componentes previstos para o complexo estão:
O que será construído no terreno?
O projeto prevê edifícios para processamento de dados e uma estrutura de suporte energético e térmico. A proximidade com as residências está entre os pontos que geram preocupação.
Veja os componentes do empreendimento
| Estrutura | Função | Detalhe |
|---|---|---|
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Três edifícios
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Operação digital | Espaços destinados aos equipamentos e ao processamento de dados. |
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Subestação elétrica
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Distribuição de energia | Infraestrutura elétrica para atender à demanda do complexo. |
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Geradores
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Suporte energético | Equipamentos auxiliares para o fornecimento de eletricidade. |
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Refrigeração
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Controle térmico | Sistemas para controlar a temperatura dos equipamentos. |
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Área residencial
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Proximidade urbana | O projeto ficará a menos de 800 metros de áreas residenciais. |
A proximidade das casas levanta preocupações sobre ruído, consumo de energia e possíveis emissões dos geradores. Esses impactos são questões em debate, não efeitos comprovados para o empreendimento.
Por que os moradores estão tentando impedir a construção?
Os habitantes de Taylor temem que a instalação provoque aumento do ruído, maior consumo de eletricidade e emissões provenientes dos geradores. A mobilização contra a expansão dos centros de dados ganhou força, com uma coalizão de moradores reunindo aproximadamente 1.400 assinaturas contrárias ao projeto.
A prefeitura, por sua vez, defende a operação pelos possíveis benefícios econômicos. A estimativa é que o investimento alcance US$ 1 bilhão e gere cerca de US$ 30 milhões em receitas ao longo de dez anos.
A venda do terreno pode ser contestada judicialmente?
A controvérsia chegou ao gabinete do procurador-geral do Texas, Ken Paxton, que abriu uma investigação para avaliar se o terreno poderia ser legalmente destinado ao centro de dados ou se deveria permanecer reservado ao uso como parque público.
A apuração coloca em questão o compromisso assumido na negociação original e o destino de uma área cedida por um valor simbólico. O caso também evidencia o conflito entre a expansão da infraestrutura de inteligência artificial e os interesses das comunidades locais.
O que pode acontecer com a área após a investigação?
O futuro do terreno dependerá dos desdobramentos da investigação e da análise das condições legais que acompanharam a transferência original. Até que haja uma definição, a disputa continua envolvendo a prefeitura, os responsáveis pelo empreendimento e os moradores.
A história chama a atenção pela diferença entre o propósito inicial — criar um espaço de lazer para a população — e o destino previsto quase 30 anos depois.
O caso de Taylor mostra como a expansão da inteligência artificial pode transformar áreas urbanas e abrir debates sobre contratos públicos, planejamento territorial e direitos da comunidade.
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