Rodolfo Borges na Crusoé: A liderança humilde de Messi
O argentino nunca precisou se comparar a Pelé ou Maradona, e seus feitos se tornaram ainda maiores por isso
Ao explicar por que abandonou a concentração da Seleção portuguesa em um longo texto, Cristiano Ronaldo mencionou que o treinador Jorge Jesus tinha combinado de dizer, na entrevista coletiva do jogo seguinte, entre outras coisas, o seguinte:
“Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.”
Cristiano pediu desculpas por ter deixado a delegação portuguesa e por não ter cumprimentando a torcida após a vitória sobre a Noruega, quando ele não saiu do banco, e explicou o incômodo pelo que indicou como desrespeito de Jesus e pelo fato de ele não ter cumprido o combinado.
Mas o que ficou foi essa comparação com Pelé e Maradona, que teria sido feita pelo treinador português, mas foi verbalizada em carta pública do próprio craque português.
Messi
Enquanto Cristiano se explicava, Lionel Messi (foto), com quem o português rivalizou durante duas décadas na Europa, se despedia da Seleção argentina, levando seus companheiros aos prantos.
O português e o argentino têm números muito parecidos nas carreiras, com a diferença de que Messi ganhou mais prêmios de melhor do mundo e uma Copa do Mundo como protagonista. Mas é impossível imaginar Messi escrevendo uma carta como a publicada por Cristiano.
“Não quero esquecer Diego, que colocou nosso país onde merecia estar e que, como sempre digo, sei que nos ajudou estando aqui conosco e também do céu, em cada passo que demos”, disse o argentino em sua postagem de despedida da Seleção, em referência a Maradona, com o qual nunca se comparou — nunca precisou se comparar.
“Todos nascemos para a cooperação, tal como os pés, as mãos e as pálpebras, ou como as fileiras de dentes superiores e…
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