Depois de quase 190 anos, tradicional rede anuncia o fechamento de 170 lojas e até 1.900 trabalhadores perdem espaço na operação
A venda da marca não incluiu a antiga rede física, separando a continuidade do nome comercial do futuro das equipes.
A compra de um nome conhecido não significou a preservação das lojas onde ele estava nas fachadas. Em fevereiro de 2023, a M&Co, rede de roupas do Reino Unido com origem em 1834, anunciou o encerramento de 170 unidades após uma tentativa de venda sem solução para a operação física.
Por que a venda da M&Co não salvou as lojas?
A AK Retail Holdings, proprietária da Yours Clothing, adquiriu a marca, mas não assumiu a rede de estabelecimentos. O acordo separou o ativo comercial representado pelo nome da estrutura que reunia imóveis, equipes e atendimento presencial.
A aquisição da marca e do site foi anunciada em fevereiro de 2023. Comprar esses ativos permitia planejar outra operação, sem significar que os contratos e postos de trabalho antigos seriam incorporados.

As 170 unidades fecharam no mesmo dia?
Os encerramentos ocorreram em etapas, durante os meses seguintes ao anúncio. A retirada das lojas das ruas acompanhou a venda dos estoques, com unidades ainda funcionando enquanto outras já baixavam as portas.
Portanto, a dimensão do fechamento corresponde à antiga rede atingida pelo processo, não a uma paralisação simultânea. A diferença ajuda a explicar por que consumidores encontraram calendários distintos entre localidades durante a fase final de atendimento.
Como a empresa chegou perto de dois séculos?
A origem do negócio está em Paisley, na Escócia, em 1834, quando a atividade ainda era ligada a penhores. A mudança para roupas ocorreu na década de 1950, e a identificação como M&Co veio muito depois.
Essa trajetória atravessou formatos diferentes de varejo. Falar em quase 190 anos reconhece a origem histórica da empresa, mas não significa que o mesmo nome, catálogo ou modelo de loja tenha existido durante todo esse período.
A trajetória passou por momentos distintos:
Quantos empregos estavam envolvidos?
A cobertura do fechamento apontou até 1.900 empregos atingidos. No início da administração, em dezembro de 2022, registros da empresa mencionavam 1.910 funcionários, diferença compatível com o uso de números arredondados nas notícias.
O volume se refere à antiga operação, não ao quadro de uma eventual retomada da marca. Uma nova controladora pode organizar distribuição e atendimento de outra forma; a manutenção do nome não demonstra continuidade do vínculo dos trabalhadores anteriores.
Os números descrevem aspectos distintos da operação:
A crise começou apenas em 2023?
A rede já havia enfrentado uma reestruturação em 2020. Em dezembro de 2022, entrou novamente em administração, com a Teneo responsável pelo processo, antes de ser anunciada a venda dos ativos de marca.
Naquele momento, a empresa relatava custos em alta e enfraquecimento da confiança dos consumidores. Essa combinação pressionava uma operação física extensa, enquanto a busca por comprador tentava encontrar uma alternativa ao encerramento das unidades.
O que permaneceu depois do fim da antiga operação?
O nome comercial encontrou um novo proprietário, enquanto o conjunto de lojas daquela fase deixou de operar. A história de 2023 deve ser lida com essa separação: preservação de marca e preservação de estabelecimentos são resultados diferentes.
Para os funcionários, o ponto decisivo era a ausência de transferência da operação e de suas equipes. Para os clientes, a familiaridade do nome não garantia encontrar a mesma loja aberta, ainda que a identidade comercial continuasse sendo utilizada em outro formato.
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