Escondida a 175 metros debaixo da terra, a maior e mais complexa máquina já construída pela humanidade é um anel magnético de 27 quilômetros projetado para desvendar os segredos do universo
Grande colisor de hádrons esconde um anel de 27 quilômetros abaixo do chão
O grande colisor de hádrons fica localizado a 175 metros de profundidade para recriar as condições exatas de energia surgidas no início de tudo. A estrutura gigante funciona com um anel magnético de 27 quilômetros focado em bater partículas no limite da física moderna.
O que torna essa estrutura a maior máquina já construída?
O acelerador usa ímãs supercondutores que precisam ser resfriados até quase o zero absoluto para guiar os prótons em alta velocidade. O circuito atravessa a fronteira entre dois países e usa uma quantidade enorme de energia elétrica para funcionar sem falhas.
Milhares de cientistas e engenheiros trabalham no monitoramento diário dos dados gerados por esses choques entre partículas. Toda essa engenharia pesada serve para estudar os pedaços mais fundamentais da matéria no nosso dia a dia.

Como acontecem as colisões de partículas a 175 metros de profundidade?
Dois feixes de feixes minúsculos viajam em sentidos opostos dentro de tubos com vácuo quase perfeito até se cruzarem em pontos com detectores. Esse impacto gera temperaturas altíssimas e libera novas partículas menores em uma fração de segundo.
A profundidade protege os sensores contra a interferência da radiação que vem do espaço de forma natural. Montamos abaixo os passos principais envolvidos em cada teste do acelerador.
- Injeção dos feixes de prótons no circuito de imãs do tubo.
- Aceleração até atingir velocidade perto da luz no túnel.
- Cruzamento controlado dos feixes no centro dos sensores.
- Registro imediato dos rastros de energia nos computadores.
Qual foi a descoberta mais famosa feita nesse laboratório?
O feito mais comentado foi a confirmação do bóson de Higgs após décadas de buscas no meio científico. Essa partícula dá massa a tudo o que existe no espaço e valida a teoria usada pelos físicos no mundo todo.
Sem esse campo especial, as coisas no espaço não teriam peso e os átomos nunca conseguiriam se juntar para formar os planetas. As medições foram checadas milhares de vezes pelos computadores antes de virarem notícia oficial no ano de 2012.
Este vídeo do canal Mundo Com Ciência explica o funcionamento desta estrutura:
Como esse experimento se compara com aceleradores antigos?
A força alcançada nessa estrutura atual supera em muitas vezes o poder de qualquer outro laboratório construído antes dele no planeta. O volume de informações processado a cada segundo exige uma rede global de computadores integrados para dar conta do recado.
Compare alguns pontos da máquina atual com os modelos anteriores de pesquisa física.
O que os cientistas pretendem encontrar nos próximos testes?
Os pesquisadores trabalham para tentar identificar a matéria escura que compõe a maior parte do nosso espaço, mas continua invisível para os instrumentos. Encontrar sinais de novas dimensões ou partículas misteriosas também está na lista de metas da equipe técnica.
Cada novo choque de prótons pode abrir portas para tecnologias que nem conseguimos imaginar no presente. A jornada para entender o funcionamento da natureza continua a todo vapor com as atualizações constantes instaladas no túnel.
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