Mulher viveu 117 anos e após cientistas estudaram seu corpo, e os resultados concluíram que ela venceu na loteria genética
María Branyas Morera chegou aos 117 anos e morreu em agosto de 2024, mas sua história continuou sendo investigada pela ciência
María Branyas Morera chegou aos 117 anos e morreu em agosto de 2024, mas sua história continuou sendo investigada pela ciência. Ao analisar seu genoma, pesquisadores encontraram uma combinação incomum de características genéticas e hábitos de vida que pode ajudar a explicar por que ela conseguiu ter uma longevidade tão extrema e chegar a uma idade tão avançada.
O que os cientistas encontraram no corpo da espanhola?
O estudo, publicado na revista Cell Reports Medicine, apontou que Branyas possuía genes associados à proteção contra doenças comuns do envelhecimento. Por isso, os pesquisadores disseram que ela teria “ganhado na loteria genética”.
Os chamados relógios epigenéticos também trouxeram um resultado impressionante: a idade biológica estimada da espanhola era aproximadamente 20 anos menor que sua idade cronológica.
Maria Branyas Morera is the supercentenarian who, at the age of 117 years, 73 days, became the world’s oldest verified living person since the death of Lucile Randon (1904–2023). There are some of her photos across two centuries. https://t.co/R0ty3B5oEG
— Massimo (@Rainmaker1973) May 16, 2024
Quais hábitos María Branyas manteve durante a vida?
A rotina da espanhola também chamou atenção dos pesquisadores. Ela nunca fumou nem consumia álcool e continuou trabalhando enquanto teve condições. Além disso, vivia no campo e mantinha atividade física moderada.
A alimentação seguia características da dieta mediterrânea, com azeite, e incluía um hábito particularmente curioso: Branyas consumia três porções de iogurte por dia.
Os pesquisadores levantaram a hipótese de que isso poderia ter contribuído para preservar um microbioma intestinal semelhante ao de pessoas mais jovens e reduzir a inflamação.
Conheça mais detalhes sobre María Branyas no vídeo abaixo do canal “euronews“.
Quais características genéticas podem ter ajudado nessa longevidade extrema?
A análise do material genético identificou diferentes características potencialmente favoráveis ao envelhecimento saudável.
Entre os principais achados estão:
Esses fatores não significam que os genes, sozinhos, expliquem os 117 anos de vida. Para os pesquisadores, o diferencial estaria justamente na combinação entre predisposição genética e estilo de vida.
O caso revela o segredo da longevidade extrema?
Não exatamente. A descoberta é fascinante, mas os próprios especialistas alertam que não existe uma fórmula comprovada baseada apenas nesse caso.
Claire Steves, professora de envelhecimento do King’s College London, destacou que o estudo analisou uma única pessoa e que o envelhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
Ainda assim, a história de Branyas oferece uma pista importante: longevidade extrema pode resultar da combinação de genética favorável, alimentação, atividade física e outros hábitos mantidos durante décadas.
O caso mostra que, para algumas pessoas, o relógio biológico pode funcionar de maneira muito diferente do calendário.
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