Os favoritos para o possível Ministério de Flávio Bolsonaro
Roberto Campos Neto é apontado para a Economia, Mário Frias é citado para Cultura; Tereza Cristina para Casa Civil
Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, integrantes da campanha passaram a discutir nomes que poderiam integrar um eventual governo do senador caso ele seja eleito presidente. A avaliação inicial é prestigiar aliados que participaram da campanha desde o início ou que tiveram atuação próxima ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
Para a Casa Civil, dois nomes são citados: o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Tereza é considerada a favorita. Sua eventual indicação também poderia recompor a aproximação entre o grupo bolsonarista e uma ala do PP, liderada pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que apoiou Jair Bolsonaro e atuou nas articulações para que a federação União Progressista apoiasse Flávio no segundo turno.
Marinho, por sua vez, é cotado para disputar a Presidência do Senado em 2027. Segundo um interlocutor da campanha, a escolha para a Casa Civil dependeria da decisão do senador sobre a disputa interna no Congresso. Caso opte pelo ministério, ele passaria a ser o principal nome para o cargo.
Na área econômica, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto aparece como o nome mais cotado para o Ministério da Fazenda. A ex-presidente da Caixa Daniela Marques também é mencionada. Caso não seja escolhida para a equipe econômica, a tendência, segundo aliados, seria seu retorno ao comando do banco público.
O apoio declarado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à candidatura de Flávio também passou a ser considerado nas discussões sobre a composição de um eventual governo. O governador é citado como possível ministro da Justiça e Segurança Pública, o que poderia abrir espaço para uma aproximação entre o bolsonarismo e o PSD.
A escolha, porém, dependeria do desenho da pasta. Uma possibilidade em discussão é separar Justiça e Segurança Pública. Nesse cenário, Caiado poderia ficar com a Justiça, enquanto o senador eleito e deputado federal por São Paulo Guilherme Derrite seria indicado para a Segurança Pública. Se a estrutura for mantida em um único ministério, Derrite é apontado como favorito.
Na área cultural, aliados consideram provável a indicação do ex-secretário especial da Cultura Mário Frias para o Ministério da Cultura. Outro nome que deve retornar ao governo, caso Flávio seja eleito, é o do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência Alexandre Ramagem. A função ainda não está definida, mas uma das possibilidades discutidas é o comando da Polícia Federal.
Para o Ministério da Agricultura, o nome mais cotado é o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), que presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária. Já para o Ministério do Empreendedorismo, aliados apontam o empresário Pablo Marçal como possível escolhido.
A eventual nomeação de Marçal seria interpretada como uma tentativa de incorporar ao governo um aliado de fora da estrutura tradicional do PL, em movimento semelhante ao adotado por Jair Bolsonaro ao convidar o empresário Salim Mattar para a Secretaria de Desestatização.
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