Gilmar Mendes arquiva denúncia contra vice de Flávio por suposto estupro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) não viu elementos suficientes para embasar um pedido de investigação contra Alfredo Gaspar
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou o arquivamento do pedido de inquérito da Polícia Federal (PF) contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), por suposto crime de estupro.
A informação foi divulgada primeiramente pelo portal Metrópoles e confirmada por O Antagonista.
Em 15 de abril, provocada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MT), a Polícia Federal pediu ao ministro Gilmar Mendes a abertura de investigação contra o parlamentar após denúncias que supostamente chegaram ao gabinete de Lindbergh e Soraya na reta final da CPMI do INSS.
Conforme apurou este site, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não viu elementos suficientes para embasar um pedido de investigação. Por essa razão, deu parecer pelo arquivamento do caso.
Como mostramos em agosto, um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados aponta para a suspeita de que a denúncia feita por Lindbergh e Soraya foi fabricada.
Em 27 de março deste ano, o Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) levaram à Polícia Federal uma notícia de fato contra o parlamentar, acusando-o de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos no último dia de sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Gaspar sempre negou a acusação.
O caso começou a ser descoberto em 14 de abril, quando a assessora de Gaspar, Marise Pena, relatou à Polícia Legislativa ter recebido uma ligação de uma pessoa identificada como Luiz Antonio Lopes. Segundo ela, o homem afirmou ter conhecimento de uma armação envolvendo uma jovem que assumiria identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma história de abuso sexual contra o parlamentar.
O depoimento sobre a trama envolvendo vice de Flávio
Lopes, em 23 de abril, confirmou em depoimento à Polícia Legislativa que conheceu uma jovem chamada Marcela – identificada como Marcela Maria Mendes -, que teria sido orientada a se apresentar como “Jailma”, suposta mulher de origem nordestina que teria sido abusada por um político quando adolescente e engravidado em decorrência do crime. Marcela fora convencida, segundo Lopes, por um suposto assessor parlamentar de nome Lucas, ligado à prefeitura de Nova Iguaçu, berço político de Lindbergh.
O depoente afirmou ainda que sua própria conta bancária foi utilizada para receber valores destinados a Marcela. Foram três supostos pagamentos: um de 10 mil reais, um de 4 mil reais e um terceiro de 2,5 mil reais. Dois deles, foram comprovados. O de 10 mil reais e outro de 2,5 mil reais.
Chama a atenção no depoimento é que um desses pagamentos feitos a Marcela, o de 4 mil reais, por intermédio de Lopes teria ocorrido pela conta de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer. Carlos Roberto chegou a ser preso por determinação da CPMI do INSS por mentir ao colegiado.
No depoimento, Luiz Antônio Lopes narra que Marcela chegou a fazer uma reunião pelo Google Meet em que supostamente teria a participação de Lindbergh Farias.
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