Derrite: sucessão de Alcolumbre pela direita será decidida após eleição presidencial
Em entrevista a O Antagonista, senador eleito defendeu novo comando na Casa e disse que impeachment de ministros do STF deve ser discutido
O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) elogiou, nesta terça-feira, 6, em entrevista exclusiva a O Antagonista, os nomes de Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado a partir de 2027. A afirmação foi após questionamento sobre o que ele achava dos nomes serem cotados para a mesa diretora da Casa Alta, onde, segundo ele, ambos são “extremamente preparados” e têm sua confiança e apoio.
A escolha, afirmou Derrite, deverá ocorrer após a definição da eleição presidencial. “Essa questão vai ser decidida depois que o Bolsonaro for eleito presidente, mas ambos são extremamente preparados, são pessoas que têm a minha confiança, meu apoio”, disse.
Derrite foi eleito para o Senado por São Paulo no primeiro turno das eleições de domingo, 4. A partir de fevereiro de 2027, ele pretende atuar para incluir entre as prioridades da Casa a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o senador eleito, a pauta ganhou força durante a campanha e deve avançar com a nova composição do Senado. Derrite afirmou ser favorável à abertura dos processos e criticou a falta de andamento de pedidos apresentados contra integrantes da Suprema Corte.
“Antes de falar de impeachment de ministro, nós precisamos trocar o presidente do Senado Federal”, afirmou. Segundo ele, há 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF atualmente no Senado. O número foi confirmado pelo próprio Davi Alcolumbre (União-AP) em setembro, quando afirmou que a quantidade de solicitações “não é normal”.
Para Derrite, a escolha do próximo presidente da Casa será determinante para definir se os pedidos terão andamento. “Se Deus quiser, agora com a maioria no Senado, o próximo presidente do Senado será o senador de direita. E aí sim a gente vai poder falar sobre o processo de impeachment da Suprema Corte”, disse.
O senador eleito afirmou ainda que o impeachment de ministros do STF é necessário, em sua avaliação, para o que chamou de “restabelecimento do equilíbrio da democracia”.
Além da pauta envolvendo o Judiciário, Derrite citou a segurança pública como uma de suas principais prioridades no novo mandato. Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, ele também defendeu mudanças no pacto federativo para ampliar o retorno ao estado dos recursos arrecadados pela União.
“A pauta da segurança pública, para mim, não é uma pauta, é um propósito de vida”, afirmou.
Derrite também destacou a composição da bancada paulista no Senado a partir de 2027. Segundo ele, os três senadores do estado estarão alinhados ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e deverão atuar em defesa de uma maior participação de São Paulo na distribuição dos recursos federais.
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