“Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer”, diz Rubio
Secretário de Estado dos EUA diz que Trump acompanhará segundo turno entre Lula e Flávio
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou nesta segunda-feira, 5, os resultados da eleição brasileira em entrevista.
Rubio indicou que o presidente Donald Trump acompanhará, no próximo dia 25 de outubro, o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
“Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam”, disse.
Trump elogia votação
Trump comparou nesta segunda-feira, 5, a velocidade da apuração dos votos no Brasil e nos EUA.
“25 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados — com números muito menores — muitas vezes levam semanas para serem fraudados… digo, calculados. O sistema de votação nos EUA é CORRUPTO!!!”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
No Brasil, devido ao sistema de urnas eletrônicas, a apuração dos votos começou às 17 horas e foi encerrada no final da noite.
Antes das 21 horas, já era sabido que haveria segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Apuração e congestionamento no sistema
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou no domingo, 4, que a apuração e a totalização dos votos transcorreram normalmente, apesar de um atraso pontual na divulgação dos resultados.
Segundo o ministro, houve congestionamento no sistema responsável pela divulgação dos dados.
“O que ocorreu foi um congestionamento de dados. Nós temos um protocolo muito seguro de revisitar todos os sistemas”, disse.
Nunes Marques afirmou que os protocolos de segurança e a rotina de verificação exigem a checagem de todos os sistemas em uma ordem específica e que esse processo demanda tempo.
“Antes da rapidez e da eficiência, prezamos pela segurança”, disse.
A dificuldade, acrescentou o presidente do TSE, ficou restrita à conversão dos dados pelo programa de divulgação e não afetou a totalização dos votos.
Para ele, o episódio demonstrou que o sistema permaneceu “absolutamente confiável no que é essencial”.
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