De Gleisi a Randolfe, PT perde em diversos estados e nomes históricos ficam de fora
Derrotas atingiram disputas para o Senado, governos estaduais e Câmara dos Deputados em diferentes regiões do país
As urnas impuseram no último domingo, 4, uma série de derrotas a nomes tradicionais do PT e do campo político ligado ao governo Lula. O resultado atingiu lideranças em diferentes regiões do país e abriu espaço para uma nova composição de forças no Congresso.
Entre os principais derrotados está o senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso. Ele terminou em terceiro na disputa pelo Senado no Amapá, com 18,55% dos votos, e ficou fora da próxima legislatura. As duas vagas foram conquistadas por Rayssa Furlan (Podemos), com 29,98%, e Lucas Barreto (PSD), com 24,22%.
No Paraná, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) também não conseguiu uma vaga no Senado. Ex-presidente nacional do partido e ex-ministra dos governos Lula e Dilma, ela terminou a disputa em quarto lugar, com 13,35% dos votos. As duas vagas ficaram com Filipe Barros (PL), com 27,26%, e Deltan Dallagnol (Novo), com 25,14%.
No Distrito Federal, Erika Kokay (PT) também ficou fora do Senado. Ela terminou em quarto lugar, com 18,91% dos votos. As duas vagas foram conquistadas por Michelle Bolsonaro (PL), com 29,05%, e Bia Kicis (PL), com 27,44%.
Em São Paulo, o revés atingiu um dos principais nomes do PT para o governo estadual. Fernando Haddad (PT) foi derrotado no primeiro turno por Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador foi reeleito com 62,8% dos votos válidos, contra 36,2% de Haddad.
Ainda em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) também foram derrotadas na disputa pelo Senado. Tebet terminou em terceiro lugar, com 19,23% dos votos, enquanto Marina ficou em quarto, com 18,12%. As duas vagas foram conquistadas por Guilherme Derrite (PP), com 30,59%, e André do Prado (PL), com 29,28%.
A lista de derrotas petistas inclui ainda nomes históricos do partido. O ex-ministro José Dirceu (PT) não conseguiu retornar à Câmara dos Deputados por São Paulo. Ele recebeu 78.449 votos e ficou na sexta suplência. O ex-presidente nacional do PT Rui Falcão também não se reelegeu, enquanto o ex-ministro Paulo Teixeira ficou fora após cinco mandatos.
No Acre, o ex-governador e ex-senador Jorge Viana (PT) terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado, com 14,17% dos votos. As duas vagas ficaram com Márcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos).
O resultado também reforçou a presença do PL no Congresso. A legenda elegeu 19 dos 54 senadores em disputa e terá 28 representantes no Senado a partir de 2027, formando a maior bancada da Casa.
As derrotas de nomes tradicionais do PT e do campo governista ocorreram em diferentes regiões do país. O Congresso Nacional que toma posse em 2027 terá uma composição mais inclinada à direita, com o avanço de partidos e parlamentares ligados à agenda conservadora.
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Comentários (1)
Annie
05.10.2026 11:16Grande dia!!!!!!! Os comentaristas da Globo hoje estão de luto e tem lá que não para de falar que a extrema direita tomou o país 😂