Daniel Vilela é reeleito governador de Goiás e livra Caiado de vexame
Candidato do MDB superou a marca de 50% dos votos válidos e garantiu novo mandato à frente do governo goiano
O governador Daniel Vilela (MDB) foi reeleito neste domingo, 4, para comandar Goiás por mais quatro anos. Com 58.74% dos votos válidos e das urnas apuradas, o emedebista alcançou a maioria necessária para encerrar a disputa ainda no primeiro turno.
Vilela ficou à frente do senador Wilder Morais (PL-GO), com 22.38%, e do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 8,81%. O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) recebeu 9,70%.
O resultado confirma a tendência indicada nas pesquisas divulgadas na reta final. Na véspera da eleição, a Quaest registrou Daniel com 57% dos votos válidos, enquanto a AtlasIntel marcou 48,5%.
Daniel chegou ao governo de Goiás em 1º de abril de 2026, após Ronaldo Caiado (PSD) deixar o cargo para disputar a Presidência da República. Antes disso, Vilela era vice-governador, eleito na chapa de Caiado em 2022
Ele tem 42 anos. Natural de Jataí, Daniel é filho de Maguito Vilela, ex-governador, ex-senador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia. É formado em Direito e tem pós-graduação em administração Pública pela FGV.
Sua carreira política começou como vereador de Goiânia, entre 2009 e 2010. Depois, foi deputado estadual de 2011 a 2014 e deputado federal entre 2015 e 2018. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Em 2018, disputou o governo de Goiás pelo MDB, mas foi derrotado. Terminou a eleição em segundo lugar, com 16,17% dos votos válidos, bem atrás de Ronaldo Caiado, que venceu ainda no primeiro turno, com 59,73%.
Nos anos seguintes, aproximou-se de Caiado e integrou como vice a chapa de reeleição do então governador em 2022. Ele também preside o MDB de Goiás, posição que reforça seu papel na reorganização do partido no estado.
Em relação a Caiado, ficou em quinto lugar na disputa pela Presidência da República neste ano, com mais de 2,4 milhões de votos recebidos. Foi superado por Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
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