Arqueólogos tentarão descobrir o misterioso geoglifo avistado no Google Earth nos Andes
Uma formação geométrica gigantesca, escondida a mais de 3 mil metros de altitude nos Andes argentinos, está intrigando os arqueólogos.
A formação geométrica gigantesca de um geoglifo escondido a mais de 3 mil metros de altitude nos Andes argentinos, está intrigando arqueólogos após ser identificada inicialmente em imagens do Google Earth.
O complexo reúne círculos de pedra, corredores e outras estruturas que não possuem equivalente conhecido na região, levando pesquisadores a investigar se o local pode ter sido usado por povos pré-hispânicos em atividades rituais ou simbólicas.
Como o misterioso geoglifo foi encontrado?
A descoberta começou quando o montanhista argentino Carlos Gobbi analisava imagens de satélite e percebeu formas geométricas incomuns na Cordilheira del Tigre, em Mendoza. O local fica em uma área extremamente remota, sem fontes próximas de água e de acesso bastante difícil.
Depois de tentativas anteriores, Gobbi conseguiu chegar à região em fevereiro de 2026, após uma caminhada de vários dias. No terreno, encontrou paredes de pedra, passagens e estruturas que confirmavam que as formas vistas do espaço não eram uma simples ilusão causada pelo relevo.
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El misterioso geoglifo de los Andes argentinos hallado en Google Earth que podría ser de origen inca https://t.co/HB0PN02hJZ a través de @elcomercio_peru
— Ediciones Región. (@EDICIONESREGION) October 3, 2026
O que existe escondido no alto dos Andes?
As imagens aéreas revelam um desenho muito mais impressionante do que aquilo que pode ser percebido no solo. Os pesquisadores identificaram grandes estruturas circulares conectadas por corredores, além de áreas retangulares e trechos semelhantes a canais.
Entre as principais características encontradas estão:
- Círculos de pedra com aproximadamente 27 a 35 metros de diâmetro;
- Corredores e passagens conectando diferentes setores;
- Paredes de pedra construídas sobre o terreno;
- Valas e estruturas escavadas que podem ter tido funções específicas;
- Áreas retangulares integradas ao complexo.
O local pode ser um antigo espaço ritual?
A possibilidade de o complexo ser um geoglifo está entre as principais hipóteses, mas os arqueólogos ainda evitam tratar essa interpretação como definitiva. A comparação com as famosas Linhas de Nazca, no Peru, é inevitável, porém existem diferenças importantes na construção e no desenho.
Outro ponto chama atenção: não foram encontrados, até agora, restos de cerâmica, alimentos ou outros materiais superficiais que indiquem uma ocupação residencial.
Por isso, os pesquisadores consideram que o local pode ter desempenhado uma função ritual ou simbólica, possivelmente durante o período inca ou até antes dele.

O que os arqueólogos vão procurar na próxima expedição?
Uma nova etapa de pesquisas deverá ajudar a transformar o mistério em evidências concretas.
A equipe do projeto ArqueoAndes reúne especialistas argentinos e espanhóis e pretende realizar um levantamento detalhado da área.
Os trabalhos devem incluir:
A expectativa é descobrir quem construiu o complexo, quando isso aconteceu e por que uma estrutura tão elaborada foi erguida em uma região tão isolada.
Os pesquisadores também planejam considerar o conhecimento das comunidades indígenas de Uspallata na interpretação do sítio.
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