Mais de 40 veios de ouro foram encontrados até 2 km abaixo do solo, e geólogos estimam que a região pode esconder mais de mil toneladas do metal
As novas descobertas indicam que a mineralização pode continuar muito além das áreas já conhecidas
Perfurações feitas no centro da China atravessaram quilômetros de rocha e chegaram a mais de 40 veios de ouro no campo mineral de Wangu. O núcleo pesquisado reúne cerca de 300 toneladas do metal em recursos identificados. O número superior a mil toneladas é diferente: trata-se de uma estimativa para uma área mais profunda e ampla do ouro de Wangu.
O que os geólogos encontraram em Wangu?
Os trabalhos localizaram mais de 40 veios auríferos em profundidades de até aproximadamente 2.000 metros. A descoberta fica no condado de Pingjiang, na província de Hunan, uma região já conhecida pela presença de depósitos de ouro.
O Governo da Província de Hunan informou em novembro de 2024 que o núcleo da área pesquisada acumulava 300,2 toneladas de recursos de ouro. Algumas amostras retiradas por perfuração continham ouro visível.

De onde surgiu a estimativa de mais de mil toneladas?
O total superior a mil toneladas não representa ouro já medido e confirmado em todo o depósito. Ele é uma projeção geológica para o potencial existente em profundidades de até aproximadamente 3.000 metros.
Os geólogos chegaram a essa estimativa após reunir dados das perfurações, da distribuição dos veios e de modelos geológicos em 3D. Novos furos realizados ao redor da área central também encontraram sinais de mineralização.
Os dados divulgados oficialmente se dividem em níveis diferentes de confiança:
Como os pesquisadores conseguem procurar ouro a quilômetros de profundidade?
A principal ferramenta é a perfuração profunda. Brocas atravessam as camadas de rocha e retiram cilindros chamados testemunhos, que permitem observar quais minerais aparecem em diferentes profundidades.
Em Wangu, o trabalho também usou modelagem geológica em 3D para juntar os resultados de vários furos e estimar como os veios podem continuar abaixo das áreas já perfuradas. Até a divulgação de 2024, haviam sido feitos mais de 60 mil metros de perfuração na região.
- Testemunhos de rocha: permitem observar diretamente o material atravessado pela perfuração.
- Teor de ouro: mostra quanto metal existe em determinada quantidade de minério.
- Vários furos: ajudam a acompanhar a direção e a continuidade dos veios.
- Modelo 3D: combina os dados para estimar partes ainda não perfuradas.
As mil toneladas de ouro já podem ser tratadas como reserva disponível?
Não. As cerca de 300,2 toneladas informadas para o núcleo pesquisado e a projeção superior a mil toneladas representam níveis diferentes de conhecimento geológico.
A diferença é importante porque uma projeção em profundidade ainda precisa de novas perfurações e avaliações. Além disso, quantidade de metal no subsolo não significa que toda ela possa ser extraída de forma técnica e econômica.
O que aconteceu com a exploração de Wangu depois do anúncio?
A pesquisa mineral continuou depois da divulgação de 2024. Documentos mais recentes mostram novos movimentos em diferentes blocos do distrito de Wangu, sem transformar automaticamente a estimativa superior a mil toneladas em recurso confirmado.
Em fevereiro de 2026, o Departamento de Recursos Naturais de Hunan publicou a transferência de um direito de pesquisa no setor Xiajiangdong, com validade até 2031. O documento registra 2.440 metros de novas perfurações naquele bloco.
Outro documento oficial de julho de 2026 registrou 15,744 toneladas de ouro no bloco Zhangjiadong, uma parte específica de Wangu. Esses números mostram por que cada setor precisa ser medido separadamente antes de qualquer soma maior ser tratada como comprovada.
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