Lula diz enfrentar “chefe de quadrilha” na eleição
Sem citar Flávio, petista afirma que eleição coloca “democracia e soberania” contra “barbárie e corrupção”
Lula (PT) afirmou neste sábado, 3, no último ato de campanha antes do primeiro turno, que enfrenta um “chefe de quadrilha” e o crime organizado. O presidente não citou nominalmente Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa.
“Vamos às urnas amanhã com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção. Do outro lado nós estamos trabalhando com um chefe de quadrilha. Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês”, afirmou durante ato em São Paulo.
Lula também voltou a associar o governo de Jair Bolsonaro aos escândalos do INSS e do Banco Master.
“Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro, que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. E eles estão com muito medo porque a cada dia aparece coisa nova.”
“Democracia e barbárie”
Lula também voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre campos opostos.
“De um lado está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, educação, ciência e tecnologia, cidadania, e do outro lado está a barbárie”, disse.
E pediu aos militantes que continuassem buscando votos até amanhã:
“A partir dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar.”
Tensão com a PM
Como mostramos, o ato começou com tensão entre a campanha e a Polícia Militar.
Policiais pediram que os trios elétricos fossem deslocados da Rua Augusta para liberar o trânsito na Avenida Paulista. Houve uma discussão entre agentes e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. O TRE-SP havia autorizado a caminhada, mas determinou que as vias permanecessem desimpedidas.
Os trios foram deslocados e, depois, manifestantes passaram a bloquear um dos veículos. A PM foi vaiada pelos apoiadores de Lula.
Em nota, a corporação afirmou que acompanhava o ato para “garantir a segurança de manifestantes, pedestres e motoristas e preservar a fluidez do trânsito”.
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