A Força Aérea dos EUA chegou a planejar detonar uma bomba nuclear na Lua com a ajuda do jovem Carl Sagan
Documento vaza e expõe o secreto Projeto A119 na Lua
O Projeto A119 quase transformou o nosso satélite natural em um grande alvo de testes nucleares durante a tensão da Guerra Fria. Essa ideia bizarra dos militares americanos queria mostrar poder para os soviéticos jogando uma bomba atômica no espaço sideral.
Por que os militares criaram o Projeto A119 na época?
Em 1957, a União Soviética mandou o satélite Sputnik para o espaço e deixou os americanos morrendo de medo. Para dar o troco na Guerra Fria e mostrar quem mandava na parada, a Força Aérea dos Estados Unidos bolou um plano bem maluco de explosão nuclear.
A ideia central era detonar um artefato gigante na parte escura do satélite para que o mundo inteiro visse o clarão da Terra. O susto visual serviria como uma propaganda pesada contra os rivais políticos do outro lado do mundo.

Qual foi o papel do famoso cientista Carl Sagan?
Antes de brilhar na televisão, o jovem astrônomo Carl Sagan participou ativamente dessa pesquisa confidencial no ano de 1959. O papel dele era calcular como a nuvem de poeira e gás ia se espalhar no vácuo após a explosão da bomba atômica.
Os militares precisavam garantir que a fumaça radioativa brilhasse com a luz do Sol para causar impacto, como aponta um artigo sobre a poeira espacial do plano. O talento matemático do rapaz ajudou a prever o comportamento dessa nuvem em um ambiente totalmente sem gravidade.
Quais as diferenças entre essa missão e a viagem da Apollo?
A corrida espacial rendeu ideias bem diferentes dependendo do ano e do desespero do governo americano. Enquanto umas missões focavam em destruir coisas, outras tentavam levar o ser humano em paz para pisar no solo lunar.
Abaixo você compara os objetivos bizarros da explosão com a viagem pacífica dos astronautas.
Esses números mostram como a mentalidade mudou em apenas 10 anos de planejamento dentro da agência espacial.
Quais os maiores riscos se a bomba atômica falhasse?
Lançar um foguete carregado com material radioativo para o céu nunca foi um passeio seguro para os engenheiros daquela época. Se o motor falhasse logo no começo da subida, o estrago no nosso próprio planeta seria gigantesco e fatal.
Separamos os principais medos que fizeram o alto escalão cancelar esse absurdo espacial.
- Explosão acidental da ogiva na plataforma de lançamento lotada de trabalhadores.
- Queda do foguete no oceano espalhando lixo radioativo pesado na água.
- Contaminação grave do solo lunar atrapalhando futuras pesquisas de cientistas.
- Reação armada da força rival gerando um conflito mundial sem volta.
No fim das contas, a galera percebeu que o risco de dar ruim era grande demais para uma simples propaganda política. Eles engavetaram os papéis correndo e focaram em colocar o homem lá em cima em segurança.
Como toda essa loucura vazou para o público geral?
Toda essa operação ficou trancada a sete chaves nos cofres do governo por quase 40 anos seguidos. A história só caiu na boca do povo quando um biógrafo resolveu fuçar o passado do famoso cientista espacial na década de 90.
Hoje a gente olha para trás e percebe o quão perto a humanidade chegou de estragar o nosso céu noturno de vez. Ainda bem que a razão falou mais alto e a única coisa que deixamos por lá foi uma bandeira de tecido e algumas pegadas na areia.
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