Em 1970, um padre vendeu 12.000 piranhas com o objetivo de salvar a Amazônia: 55 anos depois, seu trabalho faraônico ainda é um fio de salvação na selva
Mais de cinco décadas depois, a história das piranhas permanece ligada à transformação promovida pelo sacerdote italiano Giovanni Gallo em uma comunidade isolada
Na década de 1970, o sacerdote italiano Giovanni Gallo encontrou uma solução incomum para ajudar uma comunidade isolada na ilha de Marajó, no Pará. Em vez de descartar as piranhas retiradas das redes de pesca, ele ensinou moradores a preparar e conservar os peixes para vendê-los na Europa.
O resultado foi surpreendente: cerca de 12 mil piranhas dissecadas ajudaram a financiar obras que mudaram a rotina da população.
Como as piranhas na Amazônia se transformaram em fonte de renda?
Gallo assumiu uma paróquia em Santa Cruz do Arari e percebeu que a população enfrentava dificuldades de infraestrutura. Em Vila de Jenipapo, as piranhas tinham pouco valor para os pescadores e frequentemente eram retiradas das redes sem qualquer aproveitamento.
O sacerdote criou um laboratório e ensinou moradores a embalsamar os animais. Os pescadores capturavam os peixes, enquanto mulheres da comunidade participavam da preparação antes que as peças fossem exportadas para compradores europeus.
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Un sacerdote italiano vendió 12.000 pirañas disecadas para construir puentes y una pista de aterrizaje en el Amazonashttps://t.co/BoE6Rzc9sw
— LOS ANDES (@LosAndesDiario) September 27, 2026
O que foi construído com o dinheiro das piranhas?
A iniciativa deixou de ser apenas uma forma alternativa de gerar renda e passou a financiar estruturas importantes para uma região marcada pelo isolamento e pela presença constante dos rios.
Segundo os registros sobre o projeto, os recursos foram utilizados em diferentes obras comunitárias. Entre as principais estruturas associadas à iniciativa estão:
O que foi construído com o dinheiro das piranhas?
Uma iniciativa inusitada ajudou a financiar estruturas importantes para uma comunidade da ilha de Marajó, no Pará.
Pontes de madeira
Estruturas para facilitar o deslocamento dos moradores.
Embarcadouro
Ponto de apoio para melhorar o acesso pelo rio.
Cemitério comunitário
Espaço destinado às necessidades da população local.
Pista de aterrissagem
Uma estrutura para facilitar o acesso por aeronaves.
Por que o projeto de Giovanni Gallo foi além das obras?
A atuação de Gallo não ficou restrita à geração de recursos. O sacerdote também se envolveu na preservação da história e da cultura da região, incentivando a criação do Museu do Marajó.
O acervo reuniu peças arqueológicas, objetos culturais e materiais entregues pelos próprios moradores. Inicialmente instalado em Santa Cruz do Arari, o museu posteriormente foi transferido para Cachoeira do Arari.

Quais marcas desse projeto com piranhas continuam na Amazônia?
Mais de cinco décadas depois, a história das piranhas permanece ligada à transformação promovida por Gallo em uma comunidade isolada. Um recurso que praticamente não tinha valor comercial foi incorporado a uma atividade econômica que envolveu pescadores e mulheres locais.
O episódio se tornou parte do legado do sacerdote na ilha de Marajó, reunindo geração de renda, infraestrutura e preservação cultural em uma mesma iniciativa.
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Ele encontrou 12 mil piranhas que ninguém queria e teve uma ideia inesperada que mudou uma comunidade inteira na Amazônia
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