Navio de 499 toneladas foi afundado de propósito para virar recife, mas virou de cabeça para baixo no fundo do mar
A embarcação foi afundada intencionalmente para servir de abrigo à vida marinha, mas tombou durante a operação e ficou de cabeça para baixo.
Um navio afundado de 499 toneladas que deveria ganhar uma segunda vida como recife artificial nas Maldivas acabou protagonizando um imprevisto no fundo do Oceano Índico.
A embarcação foi afundada intencionalmente para servir de abrigo à vida marinha, mas tombou durante a operação e ficou de cabeça para baixo, obrigando uma equipe a trabalhar durante semanas para colocá-la na posição correta.
O que deu errado durante o afundamento?
O casco de aço havia sido utilizado durante anos no transporte de atum entre os atóis das Maldivas. Em vez de ser enviado para o desmanche, foi escolhido para integrar um projeto de recife artificial.
A embarcação passou por preparação para o afundamento, incluindo a retirada de combustíveis e materiais potencialmente perigosos. Porém, durante a descida, perdeu estabilidade e terminou no fundo do mar invertida.
Como o navio afundado foi colocado na posição correta?
O acidente transformou uma operação planejada em uma complexa missão de recuperação. Uma equipe local de Miladhoo precisou trabalhar durante semanas para movimentar a estrutura de centenas de toneladas.
Para conseguir desvirar o navio, foram utilizadas enormes bolsas de ar e cordas. O ar que permaneceu preso no interior da embarcação também teria contribuído para o comportamento inesperado durante o assentamento no fundo do mar.
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Por que navios são afundados de propósito?
A prática é utilizada em diferentes regiões para transformar embarcações desativadas em estruturas capazes de receber organismos marinhos.
Quando existe preparação ambiental adequada, o naufrágio controlado pode cumprir funções ecológicas e também turísticas.
Entre os principais objetivos desses projetos estão:
O casco cria estruturas onde peixes e outros animais marinhos podem encontrar abrigo.
A estrutura submersa pode funcionar como área de colonização e contribuir para a biodiversidade local.
Naufrágios planejados podem se transformar em atrações para mergulhadores e ampliar o interesse turístico.
Em vez de seguir diretamente para o desmanche, a embarcação pode receber uma nova finalidade no ambiente marinho.
O que o caso ensina sobre recifes artificiais?
O episódio nas Maldivas mostra que até operações cuidadosamente planejadas podem apresentar dificuldades quando uma estrutura gigantesca entra na água. O posicionamento final do navio é fundamental para que o projeto cumpra a função prevista.
No Brasil, existem iniciativas semelhantes. O cargueiro Victory 8B, por exemplo, foi afundado de forma planejada no litoral do Espírito Santo em 2003 e posteriormente se tornou conhecido como ponto de mergulho e recife artificial.
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