Sanderson pede ao STF prisão de Lulinha e Roberta após novas revelações
Deputado cita mensagens sobre atuação da Embaixada do Brasil em Madri e pede investigação sobre eventual uso da estrutura diplomática
O deputado federal Sanderson (PL-RS), vice-líder da Oposição na Câmara e candidato ao Senado, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta Luchsinger. O pedido foi encaminhado nesta quarta-feira, 30, após a divulgação de novas informações sobre a atuação da Embaixada do Brasil em Madri durante a mudança de Lulinha e sua família para a Espanha.
Em ofício, Sanderson afirma que as novas informações devem ser analisadas em conjunto com os demais elementos das investigações, especialmente diante da permanência de Lulinha no exterior e de seus vínculos empresariais e pessoais na Espanha.
Atuação da embaixada
O pedido cita mensagens encontradas no celular de Roberta Luchsinger que indicam que o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, teria oferecido apoio da representação diplomática durante o processo de instalação da família de Lulinha na Espanha. As mensagens foram divulgadas em 30 de setembro.
Segundo as conversas, o diplomata ofereceu uma funcionária da embaixada para acompanhar visitas a escolas e auxiliar na organização de agendas. Também houve menções à Universidade de Salamanca e a uma suposta oferta de veículo para ajudar na compra de móveis.
O Itamaraty confirmou que o setor educacional da embaixada prestou apoio com informações e contatos de escolas, mas negou que uma van da representação tenha sido utilizada.
Para Sanderson, os fatos precisam ser apurados dentro do conjunto da investigação. O parlamentar pede a preservação de mensagens, e-mails, agendas, documentos e registros administrativos relacionados à atuação da embaixada, além da identificação de eventuais agentes públicos envolvidos.
Pedido de prisão
No documento, Sanderson afirma que, caso sejam confirmados os elementos apresentados e estejam presentes os requisitos previstos no Código de Processo Penal, a prisão preventiva de Lulinha e Roberta deve ser avaliada. O parlamentar cita, entre outros pontos, possível risco à aplicação da lei penal, à instrução criminal e à preservação das investigações.
“Estamos diante de fatos novos que precisam ser apurados. O que estamos pedindo ao Supremo é que esses elementos sejam analisados dentro do conjunto das investigações e que, se estiverem presentes os requisitos previstos na lei, sejam adotadas as medidas cautelares necessárias, inclusive a prisão preventiva. Não se trata de antecipar julgamento, mas de garantir a efetividade da investigação e da aplicação da lei penal”, afirmou Sanderson.
O deputado também pediu que, caso Mendonça entenda não estarem presentes os requisitos para a prisão, sejam avaliadas medidas cautelares alternativas para assegurar a aplicação da lei e preservar as investigações.
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