Após 70 anos de história, império do varejo infantil decreta falência, abaixa as portas de 800 lojas e deixa 33 mil funcionários na rua
Gigante dos brinquedos entra em crise e fecha centenas de lojas nos Estados Unidos
A falência da Toys R Us pegou muita gente de surpresa e marcou o fim de uma era de 70 anos no mercado de brinquedos, deixando cerca de 33 mil trabalhadores desempregados após o encerramento das operações de 800 lojas em solo americano.
Como começou a derrocada desse império do varejo?
A famosa rede de lojas acumulou dívidas gigantescas ao longo dos anos por conta de uma reestruturação financeira mal executada em 2005. O peso dos juros altos corroeu o caixa da empresa e impediu novos investimentos nas unidades físicas.
Para piorar a situação, a concorrência com grandes redes de mercado e plataformas digitais enfraqueceu a presença da marca no comércio global. Esse cenário resultou no pedido oficial de recuperação judicial que acabou evoluindo para a liquidação total do negócio.

Qual foi o peso da concorrência digital no processo?
A migração dos consumidores para compras na internet pegou a rede de surpresa no início dos anos 2000. A decisão de terceirizar a operação digital para a gigante Amazon limitou a expansão da própria plataforma de vendas da marca por um longo período.
Enquanto concorrentes diretos modernizavam seus sistemas de entrega e preços, a empresa ficou para trás na preferência das famílias. A falta de inovação nas lojas físicas transformou os galpões coloridos em espaços ultrapassados para os jovens de hoje.
O que aconteceu com os milhares de funcionários demitidos?
O encerramento das atividades pegou milhares de colaboradores de surpresa no primeiro semestre de 2018. As demissões em massa causaram protestos pelo país por conta da falta de pagamento de indenizações trabalhistas adequadas na época.
Abaixo estão os principais dados sobre o tamanho do impacto desse encerramento na economia americana:
- 33 mil trabalhadores demitidos em poucas semanas
- 800 lojas encerraram o atendimento ao público nos Estados Unidos
- R$ 25 bilhões em dívidas acumuladas na época do pedido de liquidação
- 70 anos de presença marcante na infância de várias gerações
Como a marca se comparava aos grandes rivais do mercado?
A falta de flexibilidade nos preços e na estrutura operacional prejudicou o rendimento da rede frente aos concorrentes do setor.
Veja como o modelo de negócio se comparava aos principais rivais do varejo internacional:
Existe alguma chance de retorno da rede ao mercado?
Os direitos da marca acabaram comprados por um grupo de investidores após o fim das operações originais nos Estados Unidos. Novas gestões tentaram ressuscitar o nome em formatos menores dentro de outras lojas de departamento pelo país.
Embora a nostalgia ainda movimente o interesse do público, o formato clássico dos galpões cheios de prateleiras virou história do passado. O mercado atual exige agilidade total no ambiente virtual para manter qualquer operação física de pé.
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