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26.06.2019 12:00
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O ministro extraordinário do governo de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, fala à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
A bancada da segurança pública articulava-se com 300 deputados quando soube que o decreto das armas fora revogado por Jair Bolsonaro. Capitão Augusto, coordenador do grupo, jogou a culpa pela desarticulação no que chamou de “quinteto”.
De fato, o trabalho da oposição anda mais fácil que o esperado. Mas do que se trata o tal quinteto a quem o capitão Augusto culpa pelas derrotas sucessivas?
– Delegador Waldir
Deputado eleito pelo PSL de Goiás, atua como líder do partido na Câmara Federal.
Em abril, chamou atenção por celebrar uma derrota do governo Bolsonaro na CCJ. A convocação de Abraham Weintraub ao plenário da Câmara nasceu de uma provocação de Waldir: “Podem convocar. Ele vai dar um show!”
Causou revolta na própria bancada quando escolhido para a comissão especial da Previdência. E incredulidade no deputado Diego Garcia, do Podemos, quando elogiou a oferta de R$ 40 milhões em emendas por voto a favor da reforma.
No que o relatório finalmente ficou pronto, criticou o resultado:
Alega que a sigla cumpre com o papel esperado, mas “o PSL não tem culpa se o Onyx não criou a base“.
– Onyx Lorenzoni
Deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul desde 2003, tornou-se ministro da Casa Civil em 2019. Na campanha, prometia para o presidente da República uma base com mais de 300 parlamentares.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni,durante cerimonia de assinatura da medida provisória que estabelece medidas para combater fraudes em benefícios pagos pela Previdência Social.
Em abril, apostava que a reforma da Previdência seria aprovada no semestre que terminará no próximo domingo. Quando a reforma administrativa foi ao plenário, não conseguiu domar o PSL, que precisou ser contido por Bolsonaro em pessoa.
Garantiu que o decreto que ampliava o porte de armas era constitucional, que nada dele cairia. E que não havia “tsunami nenhum“, que Carlos dos Santos Cruznão seria demitido.
Mas o decretou findou revogado pelo presidente. E o general caiu – dentre outros motivos – por pressão do próprio Onyx, que reclamava da articulação trabalhada pelo então secretário de Governo.
– Major Vitor Hugo
Deputado federal pelo PSL de Goiás, atua como líder do governo na Câmara.
O deputado Major Vitor Hugo fala à imprensa após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.
Reclamava nas redes sociais que a base do governo “simplesmente não existe“. Numa entrevista, reconheceu que está “aprendendo a ser deputado e a ser líder do governo”.
Em maio, Rodrigo Maia anunciou que rompera com ele – o líder do governo publicara uma sátira do presidente da Câmara carregando um saco de dinheiro.
Foi apontado por Onyx como alguém que atrapalhava a tramitação da reforma.
Aliados, contudo, consideraram que a Casa Civil atuava para derrubar o parlamentar da liderança. Em retaliação, Vitor Hugo se ausentou da sessão na CCJ convocada para ouvir o ministro.
– Joice Hasselmann
Deputada federal pelo PSL de São Paulo, atua como líder do governo no Congresso.
A deputada Joice Hasselmann participa da 5ª Reunião do Fórum de Governadores.
Também não se bica com Vitor Hugo. Mas fez mais barulho em briga com Carla Zambelli, que a acusava de cumprir uma agenda eleitoral de olho em 2020.
Chamou de “lacradores de direita” os parlamentares que insistiam em manter o Coaf com Sergio Moro. Uma semana depois, viu o próprio partido descumprir um acordo costurado pela líder, o que rendeu uma discussão pública com Major Olimpio: “não admito que venham com molecagem“, disse Joice.
Na Comissão Mista de Orçamento, foi confundida com Gleisi Hoffmann: “o sobrenome é parecido”, justificou-se Gonzaga Patriota, autor da gafe.
– Secretaria de Governo
O “quinteto” do Capitão Augusto se completa com a Secretaria de Governo, há 13 dias aos cuidados de Luiz Eduardo Ramos.
A pasta estava sob o comando de Carlos dos Santos Cruz quando enfrentou um bombardeio protagonizado por Olavo de Carvalho.
O tsunami antevisto por Bolsonaro – e renegado por Lorenzoni – não foi fatal, mas fragilizou o general ao ponto de uma marolinha afastá-lo do cargo um mês depois.
Em dificuldades com a Casa Civil, Vitor Hugo passou a se articular com Santos Cruz. Conforme explicou Igor Gadelha na Crusoé, a queixa de Onyx contra a articulação da Secretaria de Governo somou-se aos argumentos de Bolsonaro na demissão do general.
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