Pediatra de Hospital Universitário é responsável por uma grande descoberta que pode salvar bebês muito prematuros
O estudo acompanhou 4.695 bebês muito prematuros, nascidos entre 28 e 31 semanas de gestação, na Suécia.
O estudo acompanhou 4.695 bebês muito prematuros, nascidos entre 28 e 31 semanas de gestação, na Suécia. Os pesquisadores, liderados pelo dr. Mitha, pediatra do departamento de neonatologia do Hospital Universitário de Tours, compararam crianças que receberam suplementação de probióticos com aquelas que não receberam.
A análise encontrou associação entre o uso dos microrganismos e uma redução do risco combinado de morte e enterocolite necrosante, uma doença intestinal grave que pode ameaçar a vida de recém-nascidos prematuros.
Por que essa doença preocupa tanto os médicos?
A enterocolite necrosante, conhecida pela sigla NEC, é uma das complicações graves que podem atingir bebês nascidos muito antes do tempo. O problema afeta o intestino e pode exigir cuidados intensivos e até cirurgia.
Na pesquisa, o grupo que recebeu probióticos apresentou 0,8% de casos de morte e/ou NEC, contra 3,4% entre os bebês que não receberam a suplementação.
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Quais números chamaram mais atenção?
Os resultados mostram uma diferença importante entre os grupos analisados.
Entre os principais dados estão:
Os probióticos utilizados continham três espécies de bactérias e eram administrados diariamente após o nascimento, até a 34ª semana pós-menstrual.
Quem está por trás da descoberta?
O primeiro autor e autor correspondente do estudo é Ayoub Mitha, médico e pesquisador ligado ao Karolinska Institutet e pediatra do serviço de neonatologia do CHRU de Tours. A instituição francesa destacou a participação do pesquisador na análise sueca.
O estudo também mostra como uma recomendação adotada na Suécia em 2020 permitiu avaliar os resultados da suplementação em uma população real de bebês muito prematuros.
O resultado significa que todo prematuro deve receber probióticos?
Ainda não. Os próprios pesquisadores destacam que os resultados devem ser interpretados com cautela e não devem ser generalizados para bebês extremamente prematuros, com menos de 28 semanas de gestação.
Além disso, o estudo é observacional, portanto identifica uma associação, e não prova sozinho que os probióticos foram responsáveis pela redução dos eventos. Os autores ressaltam que os resultados podem ajudar nas decisões compartilhadas entre equipes médicas e famílias.
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