Advogado nega que voo de Flávio Bolsonaro tenha relação com Vorcaro
Por meio de nota, Willer Tomaz afirma que pagou viagem de janeiro de 2025 e que os passageiros eram seus convidados
O advogado Willer Tomaz negou nesta quinta-feira, 24, que Daniel Vorcaro tenha qualquer relação com o voo que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da Flórida, nos Estados Unidos, a Brasília, em janeiro de 2025.
Em nota, Tomaz afirmou que a viagem foi solicitada por ele, realizada com horas correspondentes à sua participação na aeronave e integralmente custeada pelo advogado. Segundo ele, Vorcaro não participou da operação.
“Vorcaro não pagou, não cedeu, não autorizou e não participou daquele voo, nem direta, nem indiretamente”, afirmou.
Tomaz disse ainda que os passageiros que embarcaram no jato, entre eles Flávio Bolsonaro, estavam no voo como seus convidados, sem custos, contrapartidas ou benefícios.
A manifestação ocorre após reportagem da revista Piauí apontar que a aeronave, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, tinha entre seus proprietários uma empresa ligada a Vorcaro. O mesmo avião também foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2025, segundo reportagens sobre o caso.
Leia mais: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”, diz Flávio
De acordo com a publicação, o voo com Flávio partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Brasília. O senador viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas.
A aeronave pertence formalmente à Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., dividida em três cotas. Uma delas está vinculada a Tomaz, por meio da empresa Alcazar Holdings. Outra pertence a Laércio Cosentino, fundador da TOTVS. A terceira teria sido vendida à Prime You, empresa que teve Vorcaro como sócio.
Tomaz contestou a relação. Segundo ele, a venda da terceira cota à Prime You ocorreu sem seu conhecimento ou anuência. O advogado afirmou que tomou conhecimento da operação em abril de 2026, denunciou o contrato e passou a discutir o caso judicialmente com a empresa.
“Atribuir aquele voo a Daniel Vorcaro é falso”, declarou.
A reportagem também citou outras relações entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. Entre elas, está o uso, pelo senador, de um apartamento adquirido pela empresa do advogado em fevereiro de 2026. Tomaz também foi alvo de investigação relacionada a desvios e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Flávio comentou o episódio nas redes sociais. “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu o senador no X.
Na nota, Tomaz também afirmou não conhecer Vorcaro e negou ter mantido qualquer negócio com o ex-banqueiro.
“Willer Tomaz não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza”, afirmou.
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