“Violência política de gênero” é agressão à democracia, diz Nunes Marques
Presidente do TSE participou do lançamento de ações de combate à violência política de gênero
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira, 22, que a desigualdade de gênero ainda naturaliza a exclusão de mulheres dos espaços de poder.
A declaração foi feita durante o lançamento de ações de combate à violência política de gênero, entre elas a assinatura de um protocolo de ação conjunta com a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).
Segundo Kassio, comportamentos contra mulheres criam barreiras à ocupação de espaços de poder.
“A violência política de gênero não é apenas uma agressão contra uma mulher, é uma agressão contra a própria democracia. Quando uma mulher é constrangida, ameaçada, humilhada, discriminada ou impedida de exercer plenamente seus direitos políticos por ser mulher, não é apenas a sua voz que se tenta silenciar: é a voz de mais da metade das pessoas que constituem a nação brasileira”, afirmou Kassio.
“Não basta estimular formalmente a participação feminina; é necessário criar condições efetivas para que as mulheres possam participar, disputar, exercer mandatos e permanecer na política sem serem submetidas à violência e à discriminação. Vamos romper o chamado ‘teto de cristal’, que muitas vezes não aparece nas leis, mas se manifesta em práticas, comportamentos, estruturas e mecanismos de exclusão”, acrescentou.
No evento, foi lançada a campanha “Política é Substantivo Feminino”, iniciativa conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça Eleitoral destinada a informar e conscientizar a sociedade sobre as diferentes formas de violência política praticadas contra mulheres no contexto eleitoral.
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